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“Falta de escritórios vai condicionar o mercado” também em Portugal, conclui a Worx

Autor: Redação

A taxa de desocupação média de escritórios na Europa encontra-se no valor mais baixo de sempre (8,7%), tendo já atingido o valor mais baixo de sempre na maioria das capitais europeias. Segundo a Worx, Portugal tem registado nos últimos dois anos uma descida constante, encontrando-se agora nos 11,7%, o valor mais baixo desde 2011. Para Pedro Salema Garção, Head of Agency da consultora, a “falta de escritórios vai condicionar o mercado”.

“Com a crise, o mercado imobiliário foi um dos setores mais atingidos, durante os últimos anos temos assistido a um índice de construção/remodelação de edifícios de escritórios muito reduzido não sendo suficiente para responder às necessidades futuras”, diz o responsável, em comunicado.

Salema Garção refere, no entanto, que “a taxa de desocupação registada em Portugal nunca deverá baixar muito dos 10%”. “Estamos a falar numa taxa estrutural e que é constituída por edifícios antigos e que é pouco provável que sejam ocupados a menos que sejam alvos de remodelação e modernização”, explica.

De acordo com a Worx, espera-se que em 2016 apenas entrem no mercado de escritórios 37.061 m2, sendo que deste total mais de 20.000 m2 já se encontram com contratos de pré-arrendamento não ficando disponíveis para o mercado.

No primeiro semestre deste ano, o volume de absorção registado foi de 50.776 m2, mais 24% que no período homólogo. A consultora espera, ainda assim, que o volume total no fim do ano não ultrapasse o registado no ano passado. “Este primeiro semestre foi muito forte e seguiu a tendência registada no segundo semestre de 2014, mas acredito que o volume não deverá ultrapassar o registado no ano passado, que foi o mais alto desde 2007. A falta de oferta está sem dúvida a começar a condicionar as operações ainda que só durante o mês de agosto a Worx tenha concluído a colocação de mais de 10.000m2 de escritórios”, adianta a Worx.

Neste momento temos mais de 120.000 m2 de procuras ativas. Esperamos até ao final do ano conseguir colocar 20% a 25% desta área”, concluiu Pedro Salema Garção.