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“Tudo o que está no Espaço 7 Rios é perfeitamente legal”

O espaço 7 Rios visto do exterior / The Edge Group
O espaço 7 Rios visto do exterior / The Edge Group

A construção do Espaço 7 Rios, uma “aldeia empresarial” que resulta da conversão das galerias comerciais das chamadas Twin Towers (torres gémeas), em Sete Rios, Lisboa, foi alvo de criticas por parte de um grupo de moradores do icónico empreendimento residencial da capital, que tem 300 apartamentos. Em entrevista ao idealista/news, José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group, que comprou as referidas galerias comerciais em 2014, diz que “tudo o que está no Espaço 7 Rios é perfeitamente legal”.

“Comprámos as galerias quando estavam praticamente desativadas, pertenciam a duas empresas espanholas que estavam com problemas. Quando comprámos havia uma clínica e um ginásio a funcionar. Muitos investidores não quiseram pegar no ativo, porque consideravam que era complicado, e nós comprámos, em 2014, quando o mercado já estava em retoma. E comprámos em boas condições, entre a compra e a reabilitação [foi um investimento na ordem dos 20 milhões de euros]”, começa por dizer o responsável.

Quando questionado sobre a polémica relativa aos moradores das Twin Towers, que se mostraram contra a construção do espaço, considerando que a mesma é ilegal, José Luís Pinto Basto diz estar “de consciência absolutamente tranquila”. “Fizemos tudo dentro da lei”, conta. 

"Estamos totalmente despreocupados com este assunto, estamos de consciência absolutamente tranquila, fizemos tudo dentro da lei"
José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group

“É um condomínio grande, são 300 apartamentos. E há um grupo que se apôs ao projeto. Antes de comprarmos o edifício pusemos como condição ao vendedor que teríamos de aprovar o projeto numa assembleia de condóminos, e essa aprovação implicava a aceitação de dois terços do condomínio. E nas reuniões de condomínio nunca houve dois terços de proprietários presentes. Mas nós só avançávamos se pudéssemos fazer as obras que tínhamos em mente. Mas como as pessoas estavam preocupadas com o futuro do espaço, que estava degradado, foram a uma assembleia, que terá sido em 2013, e aprovaram a nossa ideia. Dissemos que pretendíamos fazer um projeto ‘mix’ de escritórios com algum comércio local e apresentámos o projeto, o esboço inicial, que acabou por ser aprovado. Precisávamos de ter nessa assembleia de condóminos 67% [de votos a favor] e estava lá 68,5% do condomínio, mas na altura já havia, de facto, alguns elementos deste grupo opositor que estavam contra”, explica o CEO do The Edge Group.

O interior do Espaço 7 Rios / The Edge Group
O interior do Espaço 7 Rios / The Edge Group

Uma providência cautelar considerada improcedente

Certo é que o projeto avançou, tendo o condomínio das Twin Towers dado luz verde aquele que agora é o Espaço 7 Rios. “Nós tivemos a aprovação e fizemos a obra que a Câmara [Municipal de Lisboa] licenciou. Tudo o que lá está é perfeitamente legal”, desabafa Luís Pinto Basto. “Esse grupo que está contra interpôs uma providencial cautelar, já depois das obras, que foi considerada improcedente. Estamos totalmente despreocupados com este assunto, estamos de consciência absolutamente tranquila, fizemos tudo dentro da lei”, acrescenta.

Sobre a ocupação atual do Espaço 7 Rios – são 15.000 metros quadrados (m2) –, o gestor revela que há contratos assinados para mais de 90% dos espaços, havendo ainda inquilinos a realizar obras.  

“As primeiras empresas começaram a trabalhar no local no final de 2018 e entretanto abriu o restaurante Origem. Chegaremos ao final do ano com as lojas ocupadas: já temos contrato assinado com um cabeleireiro, estamos a negociar uma mercearia, uma lavandaria… Estamos a ser seletivos, queremos um ‘mix’ interessante que satisfaça os escritórios existentes no espaço, os trabalhadores de outros escritórios da zona e os próprios residentes. Sabemos o que temos a fazer e temos a estratégia bem definida”, conclui.