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The Edge Group entra no segmento residencial e aposta em casas para a classe média

Projeto GC 30, no Areeiro / The Edge Group
Projeto GC 30, no Areeiro / The Edge Group

O The Edge Group nasceu há 17 anos, tendo centrado o seu negócio sobretudo no segmento de escritórios. Agora promete apostar em força no mercado residencial, nomeadamente em casas que possam ser compradas e/ou arrendadas por portugueses de classe média. Na calha estão projetos em Lisboa – em Alvalade, no Areeiro e no Restelo – e Setúbal, revela ao idealista/news José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group. 

“Temos projetos em fase de licenciamento. [No caso de Alvalade e do Areeiro] são zonas que acreditamos que se vão desenvolver”, começa por dizer o responsável. “Em Alvalade é muito raro haver nova oferta, já que o bairro está consolidado e funciona muito bem. Identificámos uma oportunidade, um antigo edifício industrial, e estamos a convertê-lo num projeto de 80 pequenos apartamentos. É um investimento de 15 milhões de euros e o projeto está muito direcionado para os filhos dos residentes de Alvalade. É claramente para vender a portugueses e o custo será, pensamos, em conta para a classe média. O licenciamento estará concluído este ano e contamos iniciar a construção até final do ano, depois será ano e meio em obras”, explica.

Sobre o projeto pensado para o Areeiro – denominado GC 30 e avaliado em 52 milhões de euros, segundo o site do The Edge Group –, José Luís Pinto Basto diz tratar-se também um projeto posicionado para pequenos apartamentos, mas neste caso para arrendar: “Apostamos no mercado de arrendamento, achamos que o paradigma na habitação mudou e muitos jovens já não optam por comprar casa. Acreditamos que já há falta de oferta no mercado de arrendamento residencial, que nunca se desenvolveu em Portugal como em outros países. A nossa intenção é fazer cerca de 300 apartamentos só para arrendamento no Areeiro. [É] um edifício que comprámos num concurso público à Estamo e que está localizado na Avenida Gago Coutinho. Está neste momento em processo de licenciamento de conversão”.

"Apostamos no mercado de arrendamento, achamos que o paradigma na habitação mudou e muitos jovens já não optam por comprar casa. Acreditamos que já há falta de oferta no mercado de arrendamento residencial, que nunca se desenvolveu em Portugal como em outros países"
José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group

Relativamente ao projeto que vai nascer no Restelo – denominado Alto do Restelo –, está também em fase de licenciamento e prevê a construção de 10 moradias. 

Projeto Alto do Restelo / The Edge Group
Projeto Alto do Restelo / The Edge Group

Em Setúbal vai nascer outro mega projeto residencial, o Setúbal Center, que terá quase 30.000 m2 de área e representa um investimento de 56 milhões de euros. “São cerca de 188 apartamentos. Temos o Pedido de Informação Prévia (PIP) aprovado e está em fase de licenciamento. É uma resposta aquilo que tem sido o mercado. Em vez de uma pessoa viver num T1 em Lisboa ou nos arredores da cidade pode viver num T3 ou T4 em Setúbal pelo mesmo preço, que é uma cidade muito agradável”, conta José Luís Pinto Basto ao idealista/news. 

Projeto Setúbal Center / The Edge Group
Projeto Setúbal Center / The Edge Group

Destaque ainda para o projeto Rossio Residence, no coração da capital, que o The Edge Group não gere diretamente, conta o empresário. “[É no segmento] residencial de luxo e juntámo-nos a um parceiro muito especializado, a Stone Capital. Somos apenas sócios no projeto. É na Praça do Rossio e puramente residencial, é um terço do quarteirão da antiga Pastelaria Suíça”, conclui.