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Travão a fundo na ocupação de escritórios em Lisboa e Porto em 2020

Ocupação de escritórios recuou 27% na capital, para 142.000 m2, e 17% na Invicta, para 54.000 m2, segundo a consultora JLL.

Imagem de Pexels por Pixabay
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Autor: Redação

É mais um dos “danos colaterais” provocados pela pandemia da Covid-19. Falamos do travão a fundo no mercado de escritórios, que terminou 2020 com queda de atividade em Lisboa e Porto: a ocupação foi de 142.000 metros quadrados (m2) na capital, menos 27% que em 2019 (cerca de 194.000 m2), e de 54.000 m2 na Invicta, menos 17% face ao ano anterior (cerca de 65.000 m2). Em causa estão dados que constam no último Office Flashpoint da JLL.

A consultora imobiliária adianta, em comunicado, que o número de operações desceu 39% em Lisboa (106 negócios concluídos em 2020) e 18% no Porto (50 operações). “Em qualquer dos mercados, contudo, a área média por operação em 2020 superou a média do ano anterior, com 1.340 m2 em Lisboa e 1.080 m2 no Porto”, salienta a JLL.

Para Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory, da JLL, “um mercado mais maduro como Lisboa, onde os níveis de absorção são mais robustos, reflete de forma mais expressiva o impacto da pandemia e o aumento do teletrabalho, com muitas empresas a adiarem as suas decisões de tomada ou expansão de escritórios, especialmente quando estão em questão áreas de grande dimensão”. “Praticamente desde maio que o mercado de Lisboa evidencia esta tendência de contração e o fecho do ano correspondeu ao balanço esperado”, acrescenta.

Relativamente ao Porto, a responsável considera que “o comportamento ao longo da pandemia foi de maior dinâmica face a 2019, sobretudo por ser um mercado que vinha de níveis de absorção relativamente baixos e que apenas no ano passado deu o salto em termos de concretização de operações”.