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Norte-americana Tishman Speyer aterra em Lisboa – compra sede da WPP

Edifício de escritórios situado na zona ribeirinha da capital pertencia à Ardma e ao The Edge Group.

Edifício Lisboa
CBRE
Autor: Redação

A norte-americana Tishman Speyer já fechou aquele que é o primeiro negócio imobiliário em Lisboa do seu ‘Core Fund’. Trata-se do edifício localizado em plena Avenida 24 de Julho, que hoje é a sede do grupo de comunicação WPP.

Trata-se de um edifício que dispõe de uma área total de 10.248 metros quadrados que se distribuem por 9 pisos acima do solo e 1 piso abaixo do solo, no qual estão disponíveis 30 lugares de estacionamento. No último piso do imóvel há um terraço com vista panorâmica sobre o rio Tejo, segundo descreve o comunicado enviado às redações.

Até então, o edifício pertencia à Ardma e ao The Edge Group, entidades que contaram com a representação da consultora CBRE nesta operação. Já o valor do negócio não foi revelado.

No citado no mesmo documento, Philippe Joland, Senior Managing Director na Tishman Speyer, diz que, desde a empresa, estão “muito satisfeitos com esta primeira aquisição em Lisboa”. E considera “este projeto espetacular com vista 360° no topo representa tudo aquilo que os ocupantes procuram: conectividade, experiência e compromissos ESG em edifícios de indiscutível prestígio”, disse ainda o responsável por supervisionar a atividade do grupo em França e no sul da Europa.

No seu entendimento, esta aquisiçao “é uma excelente adição ao portefólio do nosso fundo European Core Fund, que já reúne investimentos em Paris, Londres, Hamburgo, Berlim e Frankfurt”, disse ainda Philippe Joland.

Este edifício foi projetado no início dos anos 60 com o objetivo de ser um imóvel industrial. Foi adquirido pelo The Edge Group em 2016 e, depois, passou por uma “profunda intervenção”, sendo convertido num edifício de escritórios, disse José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group. Só na compra e reconversão do imóvel, o grupo deverá ter investido cerca de 24 milhões de euros.

Edifício Lisboa
CBRE

Zona ribeirinha de Lisboa – onde a procura se concentra

A Avenida 24 de Julho situa-se junto ao rio Tejo, na zona ribeirinha da capital que segundo Nuno Nunes, Diretor de Capital Markets da CBRE, “tem sido capaz de atrair vários tipos de negócio diferentes nos últimos anos”, como empresas institucionais (EDP e Banco Big), grandes grupos multinacionais (WPP), escritórios de advocacia de renome (VdA), startups (Fartech) e alguns dos principais operadores de co-work (Leap, LACS e Second Home).

“Com o novo pipeline de escritórios projetado para os próximos anos, a zona ribeirinha vai continuar a consolidar-se como uma referência para grande parte das empresas que procuram mudar ou expandir em Lisboa”, considera Nuno Nunes.

Também Philippe Joland, acredita que “as empresas internacionais irão sempre procurar os centros de cidade vibrantes das principais cidades europeias”.