Os escritórios continuam a ser a jóia dos negócios imobiliários em Portugal. Com as empresas a voltarem ao trabalho presencial depois do período pandémico, há novos edifícios de escritórios a serem colocados no mercado. Um deles é a atual sede da Fidelidade em Lisboa. O seu proprietário Cerberus quer vender este edifício por 120 milhões de euros. E há já vários investidores interessados no imóvel.
Está em causa o edifício número 30 no Largo do Calhariz, em Lisboa, que alberga a sede da Fidelidade e que também tem espaços arrendados à Caixa Geral de Depósitos. Construído no início do século XVIII e posteriormente reabilitado, este edifício possui um total de 19.835 metros quadrados (m2).
Se o fundo norte-americano conseguir vender o imóvel por 120 milhões de euros, tal como refere a Property.eu, cada metro quadrado custará cerca de 6 mil euros. Além disso, a Cerberus conseguirá um retorno de 50% em três anos.
Edifício de escritórios foi comprado pela Cerberus há três anos
Foi no final de 2019 que a norte-americana Cerberus comprou o imóvel à Fidelidade, estando este incluído no portefólio Arya, uma carteira de ativos que lhe custou cerca de 125 milhões de euros. Só o edifício que hoje é a sede da Fidelidade estava avaliado em 80 milhões de euros.
O portefólio Arya foi composto pelos seguintes ativos, segundo revelou a seguradora em comunicado publicado no início de 2020:
- sede da Fidelidade, no Calhariz (19.835 m2);
- Terminal K, em Santa Apolónia (6.630 m2);
- edifício Marechal Saldanha (2.334 m2);
- edifício Malhoa 13, na Praça de Espanha (5.924 m2);
- Galeria de Paris, no Porto (12.882 m2).
A maioria dos edifícios vendidos na altura pela Fidelidade estavam “ocupados pelos seus serviços centrais e subsidiárias, mantendo-se a companhia como arrendatária desses imóveis até à conclusão da sua nova sede a edificar em Lisboa”, em Entrecampos, nos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa.
O Pedido de Informação Prévia (PIP) favorável quanto à viabilidade de construir a nova sede da seguradora Fidelidade em Entrecampos obteve luz verde pela Câmara de Lisboa em meados de fevereiro de 2021, tal como noticiou o idealista/news.
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