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Fundo da Fidelidade dono de edifícios de hospitais com 7 interessados

Imóveis do fundo Saúdeinveste estão avaliados em 164,15 milhões de euros. Processo de venda assessorado pela CBRE.

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A Fidelidade quer vender o fundo Saúdeinveste, proprietário de seis edifícios de hospitais que se distribuem por várias geografias do país. No âmbito deste processo, o grupo segurador recebeu sete ofertas não vinculativas para a compra da totalidade das unidades de participação do fundo que tem um património avaliado em 164,15 milhões de euros, à data do final de 2020.

Os candidatos são fundos de investimento imobiliário e investidores institucionais vocacionados para infraestruturas imobiliárias na área da saúde, segundo conta o Jornal Económico citando fontes ligadas ao processo. O concurso para vender 100% do fundo de investimento imobiliário fechado Saúdeinveste foi lançado oficialmente no final de agosto passado, mas a Fidelidade já tinha vários acordos de confidencialidade assinados com vários potenciais interessados.

A Fidelidade, que é detida pela Fosun (e em 15% pela CGD), está a ser assessorada neste processo pela CBRE e vai agora escolher uma short-list de entre três a cinco das sete propostas avançadas.

Os hospitais que funcionam nos edifícios vendidos nesta carteira

O fundo Saúdeinveste é dono dos edifícios onde estão hoje instalados o Hospital Lusíadas, o Hospital de Lagos, o Hospital Boavista, o Hospital de Albufeira, a Clínica Boavista e o British Hospital. E este é um dos tipos de ativos que tem gerado especial interesse nos investidores pela sua rentabilidade estável no longo prazo, facto esse que motivou a seguradora a avançar com a venda deste fundo.

Este fundo tem sido gerido, deste 1 de julho de 2020, pela Caixa Gestão de Ativos, SGOIC, de acordo com o relatório de contas publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Antes, entre 1 de outubro de 2018 e 30 de junho de 2020, o fundo foi gerido pela Fidelidade.

Recorde-se que em setembro de 2020 a Autoridade da Concorrência (AdC) acusou a Fidelidade de ter adquirido o controlo exclusivo deste fundo de investimento imobiliário sem autorização, noticiou a Lusa. Em causa estavam questões concorrenciais. Em concreto, o facto da Fidelidade ser (juntamente com o grupo chinês Fosun, seu acionista) dona da Luz Saúde (detém, entre outros ativos, o Hospital da Luz) e do fundo Saudeinveste deter vários imóveis arrendados ao grupo hospitalar Lusíadas (concorrente da Luz Saúde).