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Casa arrendada: Viver num t2 em Rio Maior (fotos)

Maria João Madeira vive nesta casa há cerca de dois anos.

Na rubrica “casa arrendada”, que iniciámos em novembro de 2012, quando entrou em vigor a nova lei do Arrendamento Urbano, contamos-te histórias de pessoas que optaram por ser inquilinos em vez de proprietários. A crise fechou a torneira do crédito à habitação, tornando quase impossível a compra de casa, o que está a levar cada vez mais gente a procurar soluções no mercado de arrendamento.

Maria João Madeira, 30 anos, é Técnica Superior na Universidade de Lisboa e vive com o namorado num t2 localizado em Rio Maior, pelo qual pagam 300 euros por mês. Um valor que considera “um pouco alto”, tendo em conta “a média das rendas praticada na zona”. Sobre o futuro do mercado de arrendamento, diz não ter dúvidas de que essa será a aposta dos jovens, sobretudo nas grandes cidades. 

Pergunta: Há quanto tempo vives nesta casa? 
Resposta: Há cerca de dois anos.

P: É a primeira vez que arrendas casa? 
R: Não. Desde o tempo universitário que vivo em casas arrendadas. Esta é, no entanto, a casa onde estou há mais tempo.

P: Como a conseguiste encontrar? 
R: Através de uma agência imobiliária.

P: Foi um processo fácil? O que foi preciso fazer? Quanto tempo demorou desde que encontraste a casa até à mudança?
R: Foi tudo extremamente rápido. Vimos o anúncio, marcámos a visita e começámos a habitar a casa logo no mês seguinte.

P: Quanto pagas de renda? Parece-te um valor aceitável? 
R: Pago 300 euros, valor que me parece ser já um pouco alto para a média das rendas praticadas na zona de Rio Maior. Contudo, apesar de ser um apartamento, encontra-se num prédio que só tem um andar e numa zona bastante sossegada, e foi por estes motivos que optámos por esta casa e por pagar este valor. Desta forma, conseguimos ter uma maior qualidade de vida.

P: Consideras que o futuro da habitação está no arrendamento? Porquê?
R: Atualmente, a opção pelo mercado de arrendamento é a mais viável. Por dois motivos: por um lado, dá-nos uma maior liberdade, o que nos permite aceitar novos desafios pessoais ou profissionais em qualquer sítio do país; por outro, as despesas associadas ao arrendamento são bastante inferiores à compra e manutenção de uma habitação própria. Por isso, acredito que no futuro a opção dos jovens passe maioritariamente por arrendar em vez de comprar.

P: Parece-te que a nova lei do Arrendamento Urbano trouxe muitas mudanças? 
R: Na minha opinião, a nova lei do Arrendamento Urbano procura favorecer ligeiramente o papel dos senhorios perante os inquilinos. Apesar de não me ter debruçado muito nesta nova legislação, sinto que os senhorios saem um pouco beneficiados em relação aos inquilinos.

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