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Deco Alerta: Queres contratar um seguro multirriscos-habitação? Aprende a calcular o valor dos teus bens

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Autor: Redação

A contratação de um seguro multirriscos-habitação é o 17º tema da Deco Alerta. Destinada a todos os consumidores em Portugal, esta rubrica semanal é assegurada pela Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o Idealista News Portugal.

Envia a tua questão para a Deco, por email para gcabral@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.

Na altura de avaliar o imóvel e o recheio, tens de ser o mais rigoroso possível. Se o valor que indicar na proposta de seguro ficar abaixo do real, arriscas não receber uma indemnização justa, em caso de sinistro.

No caso do seguro para as paredes, o capital corresponde ao custo de reconstrução do imóvel. Este é, regra geral, muito inferior ao valor de mercado, já que o terreno não conta. Também não são contabilizados fatores de valorização, como a proximidade de zonas comerciais ou transportes, a exposição ao sol, o piso, etc.

Para calcular o capital seguro, determina a área da tua casa e a percentagem das partes comuns que lhe diz respeito (escadas, elevadores, telhado e garagem). Regra geral, esta é indicada no título constitutivo do edifício, na escritura ou na planta para efeitos de IMI. Multiplica a área total pelo preço por metro quadrado que corresponde à zona onde está situado o imóvel.

Eventuais obras ou elementos de qualidade superior (estores elétricos, aquecimento central, etc.) aumentam o valor da habitação, pelo que devem ser refletidos no capital seguro. 

Para o recheio, calcula quanto terias de gastar para substituir todos os bens que tens em casa, desde os móveis e eletrodomésticos até à roupa, loiça, discos e filmes, por exemplo. Considera o valor de substituição em novo à data de hoje e acrescenta 10% como margem de segurança para prevenir eventuais erros de avaliação. Exceção para obras de arte e antiguidades, que devem ser seguras pelo valor real. Para o determinar recorre ao mercado da especialidade. Os objetos especiais, como antiguidades, obras de arte, joias, computadores, coleções, armas e casacos de pele devem ser discriminados e valorizados individualmente na apólice, caso contrário, em caso de sinistro, a seguradora só paga até um determinado valor por objeto (previsto na apólice). 

À semelhança da avaliação do imóvel, convém ser o mais rigoroso possível. Se avaliares os bens por um valor inferior ao real, em caso de sinistro, a seguradora paga só os prejuízos na proporção entre o capital seguro e o seu valor real. Também não tens vantagem em avaliá-los por cima, pois recebes apenas o correspondente ao seu valor real.

Atualiza o capital para o recheio a cada quatro ou cinco anos. Se fizeres obras de beneficiação no imóvel (substituição da canalização, ar condicionado, etc.), atualiza também o valor junto da seguradora.