O setor da construção volta a ter razões para sorrir. O primeiro semestre de 2015 ficou marcado pela inversão da tendência recessiva de importantes indicadores que medem a evolução da atividade, tais como o Investimento em Construção (crescimento de 1%) e o Valor Acrescentado Bruto (com mais 1,5%), o que já não acontecia desde 2007.
E não são os únicos indicadores que fazem os empresários do setor estarem agora mais optimistas, de acordo com a Análise de Conjuntura da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) de outubro de 2015. Em comunicado a entidade que representa o setor diz que foram registadas evoluções positivas dos indicadores relativos ao nível de Confiança (16,3%), Nível de Atividade (13,3%), Carteira de Encomendas (37.5%) e Situação Financeira (4,0%).
Outros aspetos positivos e concretos terão contribuído para esse sentimento, tais como os aumentos, durante o semestre em referência, de 31,4% no número de habitações transacionadas e de 58,6%, para 1.665 milhões de euros, do crédito à aquisição de habitação, com a evolução do valor médio da avaliação bancária das habitações a subir 2,4%, mais nos apartamentos (2,9%) do que nas moradias (1,8%).
De igual modo, também o emprego assegurado pelo setor registou, no 2º trimestre de 2015, um aumento homólogo de 4,8%, o que se saldou na recuperação de 12.800 postos de trabalho, face aos 264.800 empregos existentes em igual período de 2014. Em aparente sintonia com este movimento, o número de desempregados da Construção mantém uma trajetória descendente, que se traduziu, em junho último, num recuo homólogo de 21,3%.
Menos favorável à atividade, o crédito concedido às empresas de construção manteve a tendência de redução, com uma quebra homóloga de 10,9% em junho, enquanto o mal parado persiste em aumentar, correspondendo já a cerca de 32% do crédito concedido ao setor.





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