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Lisboa: ordem para pararem obras ilegais em Picoas foi “verbal”, diz Manuel Salgado

Autor: Redação

A ordem para pararem as obras ilegais em Picoas, Lisboa, foi apenas “verbal”, revelou o vereador do urbanismo, Manuel Salgado. Segundo o responsável, que falava na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), numa reunião conjunta das comissões de Finanças, Património e Recursos Humanos e de Ordenamento do Território, Urbanismo e Reabilitação Urbana, depois de se ter detetado que o promotor estava a executar obras fora do seu terreno “foi dada uma ordem expressa ao dono de obra para parar os trabalhos”.

Manuel Salgado adiantou que se tratou de “uma ordem verbal dada pelo diretor municipal [de Urbanismo], através dos técnicos que fazem fiscalização”. Ordem que o autarca reconhece que “não ficou registada no livro de obra”, escreve o Público. “Não existe uma ordem por escrito, mas existe efetivamente uma paragem da obra”, acrescentou o vereador, situando a referida ordem no dia 9 de dezembro de 2015.

Câmara arrenda imóvel por 3,4 milhões para realojar trabalhadores

Entretanto, e de acordo com a publicação, a autarquia vai pagar 3,4 milhões de euros pelo arrendamento, durante cinco anos, de parte de um imóvel nos Olivais. O objetivo é “realojar” serviços municipais que estão dispersos por três localizações. Do chamado triângulo dourado, em Alcântara, que foi alienado há um ano para a construção de um hospital privado, vão transitar mais de 200 trabalhadores.

Segundo o Público, termina dia 7 de maio o prazo que o município tem para entregar esse terreno do triângulo dourado ao novo proprietário. A alienação deste ativo concretizou-se em janeiro de 2015, numa hasta pública que esteve envolta de polémica e que motivou várias acusações de favorecimento de um privado pela autarquia.