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2017 será o ano recorde de sempre na compra e venda de casas em Portugal

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Autor: Redação

A cruzar a fronteira da metade do ano, o setor imobiliário começa já a fazer contas a como será que vai fechar 2017, tendo em conta o euforismo que se registou no primeiro semestre. E as perspetivas não podiam ser melhores: 2017 promete bater todos os recordes de compra e venda de casas em Portugal, com 140 mil transações de alojamentos familiares no país. O valor mais alto registou-se em 2010, quando foram realizadas 129.950 operações deste tipo. E, atualmente, estão a vender-se mais 26 casas por dia do que nessa altura.

“No primeiro semestre de 2017, o crescimento foi de 25%. O crescimento do ano todo será superior a 25% e até estou a ser cauteloso”, antecipa o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Só um colapso do mercado no segundo semestre é que poderia fazer com que o ano 2017 batesse um novo recorde de compra e venda de casas em Portugal. “Só se houver uma desgraça ou o Governo cometer uma asneira e interferir no mercado... Mas a recente nomeação da secretária de Estado da Habitação mostra sensibilidade, da parte do Governo, para perceber que o problema do arrendamento, que é grave, não será resolvido matando o turismo”, explica Luís Lima, citado pelo Expresso.

A manter-se o ritmo deste primeiro trimestre, 2017 promete, não só furar a barreira psicológica das 130 mil transações anuais como, chegar mesmo ao novo patamar das 140 mil transações anuais. 

Os números oficiais do segundo trimestre de 2017 serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apenas em setembro, mas o especialista diz ter informação sobre as vendas da primavera que lhe permitem tirar estas conclusões.

Durante o ano de 2016, venderam-se 127.106 casas, o que não chegou para bater a marca de 2010. Contudo, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o quarto trimestre de 2016 e o primeiro trimestre de 2017 foram os mais fortes da série iniciada em 2009. Só nos três primeiros meses deste ano foram vendidas 35.178 casas, um novo máximo, que representa mais 19% face ao arranque de 2016, mais 121% face ao pior arranque que foi 2013 e mais 7% face ao melhor arranque que foi 2010.