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Escutas travam venda da Herdade da Comporta

Autor: Redação

Sabe-se agora que, por detrás da justificação que o Ministério Público (MP) deu relativamente ao bloqueio da venda da Comporta, está uma investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP). A mesma detetou, através de escutas telefónicas e buscas ao empresário Pedro Almeida, indícios de crimes na operação. 

Estas novas informações, avançadas pela Sábado, revelam que o DCIAP suspeita que terá existido partilha de informação confidencial entre o intermediário do negócio, a sociedade "Back In Line", e o interessado – o empresário Pedro Almeida. A sociedade em causa pertence a Caetano Espírito Santo Beirão da Veiga, antigo gestor do Grupo Espírito Santo e irmão de Carloto Espírito Santo Beirão da Veiga, administrador da sociedade Herdade da Comporta. Se as suspeitas se confirmarem, então Pedro de Almeida terá tido acesso a informação privilegiada.

"Em consonância com o promovido pelo MP, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu manter o arresto preventivo de tais bens. Esta decisão foi notificada aos interessados no passado dia 24 de outubro de 2017", refere a nota do DCIAP, para quem não estavam reunidos os pressupostos judicialmente estabelecidos para a alienação do ativo.