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Há cada vez mais estrangeiros a fugir dos grandes centros

Namcha/Unsplash
Namcha/Unsplash
Autor: Redação

As famílias portuguesas estão a fugir dos centros das cidades, mas não são as únicas. Até os estrangeiros já estão a procurar casas nas periferias. Viver no centro histórico de Lisboa está a tornar-se cada vez mais impossível, já que os preços não param de subir. As atenções viraram-se, agora, para outras zonas, sendo que as linhas de Cascais, Sintra e Oeiras surgem no topo das preferências.

Segundo dados da Confidencial Imobiliário (Ci), 343.000 euros foi o preço médio que cada estrangeiro pagou por uma casa comprada no centro da capital no último ano e meio. O administrador da Century 21 em Portugal, Ricardo Sousa, disse, citado pelo Dinheiro Vivo, que os preços das habitações em Lisboa “foram inflacionados pela oferta no segmento de luxo e muito virada para o turismo”, explicando que muitas das casas compradas por investidores são, depois, convertidas em Alojamento Local (AL).

Os problemas parecem acumular-se e há vários fatores a contribuir para a escalada de preços e, consequentemente, para a fuga das famílias das cidades. “Isto também é resultado do Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), que aplica-se sobretudo aos imóveis com fins para habitação”, defendeu Luís Menezes Leitão, da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP). "Há uma grande desconfiança no arrendamento, sobretudo por causa do condicionamento das rendas. Os proprietários não vão arrendar as casas se isto continuar como está", acrescentou, citado pela publicação.

De recordar que as cidades de Lisboa, Barcelona e Nova Iorque assinaram uma carta conjunta em que pedem mais poderes para limitar os preços das casas, reivindicando mais capacidade legislativa para enfrentar o crescimento da especulação. O documento em causa defende o equilíbrio entre o turismo e a oferta residencial, esclarecendo que o sucesso e a atratividade das cidades colocam os seus residentes e famílias estáveis “em risco”.