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Comprar casa no Algarve é 12,8% mais caro que antes da chegada da Troika

Gtres
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Autor: Redação

Os preços das casas no Algarve caíram cerca de 24% entre 2011 e 2014, mas depois dispararam. E muito. Entre meados de 2014, quando atingiram o seu ponto mais baixo, e o quarto trimestre de 2017, os preços dos imóveis subiram cerca de 49% em termos acumulados. E mais: no último trimestre do ano passado, os preços estavam já 12,8% acima dos níveis pré-crise, registados em 2011. 

Em causa estão dados revelados pela Confidencial Imobiliário (Ci) no âmbito do Índice de Preços Residenciais. Segundo os mesmos, no quarto trimestre de 2017, pela primeira vez, todos os concelhos algarvios apresentaram valorizações face a 2011. Os ritmos de recuperação são, no entanto, diferentes – as subidas acumuladas nos diferentes municípios variam entre cerca 5% e 19%. 

“O mercado habitacional do Algarve tem registado uma dinâmica muito positiva e atualmente 13 dos 16 concelhos que compõem a região encontram-se em máximos históricos. Apenas Loulé, Tavira e Albufeira ainda não alcançaram os máximos respetivos, mas evidenciam um comportamento que sinaliza que esse patamar se encontra cada vez mais próximo”, disse em comunicado Ricardo Guimarães, diretor da Ci.

Em termos homólogos – no quarto trimestre de 2017 face ao mesmo período de 2016 –, os preços das casas na região Sul do país cresceram 17,1%. O destaque vai para os concelhos de Lagoa e Loulé, com valorizações de 24,8% e 19,1%, respetivamente.