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Preço das casas faz de Lisboa uma das cidades mais caras do mundo para viver

Vesela Vaclavikova/Unsplash
Vesela Vaclavikova/Unsplash
Autor: Redação

Lisboa está a ficar cada vez mais cara. Num ano, a capital portuguesa subiu 44 posições no ranking do custo de vida e já está entre as 100 cidades mais caras do mundo para se viver. Para esta subida contribuiu, em grande medida, a escalada de preços na área da habitação. Destaca-se o valor do arrendamento nas “zonas nobres de Lisboa”, onde um T3 já chega a rondar os 2.650 euros, segundo o relatório elaborado pela Mercer.

Esta subida é a maior de sempre já registada na capital portuguesa. Lisboa subiu 44 lugares no ranking, passando da 137ª posição em 2017, para o 93º lugar em 2018, de acordo com o estudo da consultora, divulgado esta terça-feira (26 de junho).

“Os fatores que motivam esta subida são maioritariamente decorrentes de variações do euro face ao dólar, mas refletem também uma subida de preços generalizada da cidade nas áreas da habitação, restauração e combustíveis”, lê-se no relatório.

Como exemplo, o estudo compara o arrendamento de um T3 nas “zonas nobres de Lisboa”, que ronda os 2.650 euros por mês, com Hong Kong, a cidade mais cara do mundo, onde o preço sobe para os 10.800 euros. O relatório refere ainda que o arrendamento de um T2 em Lisboa ronda os 2.000 euros, enquanto em Paris o valor sobre aos 2.600 euros por mês, e em Londres para 3.500 euros.

Hong Kong é a cidade mais cara 

O ranking sobre o Custo de Vida de 2018 da Mercer é liderado por Hong-Kong, seguida de Tóquio, Zurique, Singapura, Seul, Luanda, Xangai, Ndjamena, Pequim e Berna. As cidades mais baratas são Tachkent (209º), Túnis (208º), e Bichkek (207º).

Na globalidade, todas as cidades da Europa Ocidental subiram no ranking, "resultado da valorização das moedas locais face ao dólar norte-americano, bem como ao aumento do custo de bens e serviços”. Zurique continua a ser a cidade europeia mais cara, encontrando-se no 3º lugar do ranking mundial. Mas este ano destacam-se algumas cidades alemãs, que registaram as maiores subidas, com Frankfurt (68º lugar) e Berlim (71º) a saltar 49 lugares. Munique (57º) subiu 41 posições.

Outras cidades que subiram no ranking face ao ano passado foram Paris (34º), que escalou 28 lugares, Roma (46º) 34 lugares, Madrid (64º) 47 e Viena (39º) 39 lugares. Segundo a lista, as cidades dos Estados Unidos caíram no ranking devido à recuperação da economia europeia, que provocou a queda do dólar norte-americano face a outras grandes moedas em todo o mundo.

O estudo da Mercer avalia mais de 375 cidades em todo o mundo e determina o custo comparativo de mais de 200 indicadores em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento.