Começou a operar em Portugal no início do ano e já faz a gestão de mais de 200 casas na Grande Lisboa. A Hostmaker, empresa de gestão de propriedades, cresceu 360% em seis meses e assim quer continuar, estimando gerir entre 800 e 900 imóveis na capital até final de 2019. “Continua a haver muito procura”, diz ao idealista/news Inês Nobre, diretora geral da empresa em Portugal.
O grande objetivo da startup de origem britânica, que gere mais de 2.000 imóveis em nove destinos internacionais – Londres, Paris, Roma, Madrid, Barcelona, Cannes, Florença e Banguecoque, além de Lisboa –, é ajudar os proprietários a rentabilizar os seus negócios.
Segundo Inês Nobre, a Hostmaker não é uma plataforma de reservas de casas. Faz, sim, a gestão dos imóveis num “regime” chave na mão. “O nosso objetivo desde o dia zero é proporcionar uma boa estadia aos hóspedes”, revela a responsável ao idealista/news à margem de um encontro com a imprensa organizado pela startup esta terça-feira, quando decorre o Web Summit em Lisboa.
“Pensamos sempre na expectativa de rentabilidade do proprietário, ou seja, perceber quanto é que ele quer tirar ao final do mês. O nosso trabalho vai ser sempre feito a pensar nisso. No mínimo queremos dar-lhe no final do mês aquilo que ele disse que esperava ter”, acrescenta.
"Pensamos sempre na expectativa de rentabilidade do proprietário"
Inês Nobre
Salientando que as novas regras do Alojamento Local (AL) – que entraram em vigor dia 21 de outubro de 2018 –, de momento, não estão a ter impacto no negócio da Hostmaker, já que continua a haver “muitas pessoas interessadas em fazer parte deste negócio”, Inês Nobre adianta que a procura em Lisboa não abrange apenas o “short rental”.
Uma ideia partilhada por James Lemon, COO da empresa, que durante o evento salientou o facto de haver muita procura para o mercado de arrendamento de média e longa duração.
200 casas em Lisboa e Porto ainda não está na calha
As cerca de 200 propriedades que são geridas pela Hostmakers em Portugal encontram-se espalhadas pela Área Metropolitana de Lisboa, não estando concentradas apenas numa zona. Alfama, Alameda, Ajuda, Belém, Estoril e até Costa de Caparica são algumas das zonas, o que comprova que a procura não está apenas concentrada na zona histórica da capital.
E para quado a aposta noutras cidades, como por exemplo Porto? James Lemon assegura que essa é uma hipótese que está em cima da mesa, mas que não será viabilizada a breve prazo.
Qual é o modelo de negócio?
Quanto é custa ao proprietário da casa conceder a gestão da mesma à Hostmaker? “Cobramos 20% mais IVA”, explica Inês Nobre. "O nosso objetivo é que eles entendam que tudo o que fazemos é para aumentar ou maximizar os seus rendimentos", destaca.
O proprietário entrega a chave à Hostmarker e "nós tratamos de tudo". "Só entramos em contacto com o proprietário se houver um problema grande com a casa, isto se ele quiser, porque pode querer que façamos sempre nós a gestão, e temos a possibilidade de resolver todo o tipo de problemas, ou internamente ou através de parceiros”, acrescenta.
Uma parceria de luxo com a Marriott
Na sequência de uma parceria com a Marriott Internacional, que detém hotéis de luxo em todo o mundo, a Hostmaker possibilita aos hóspedes uma estadia “diferente” na capital. “A Marriott tem padrões bastante elevados. A Hostmaker está no segmento premium e a Marriott tenta estar ainda mais acima. Atualmente, das 200 casas que estão sob nossa gestão 60 fazem parte da plataforma Marriott. Foram escolhidas a dedo por eles”, explica Inês Nobre.
“A Marriott tem padrões bastante elevados. A Hostmaker está no segmento premium e a Marriott tenta estar ainda mais acima"
Inês Nobre
O design moderno, pensado e apelativo e os bons acabamentos são alguns dos detalhes que a Marriott tem em conta na hora de aceitar conceder à Hostmaker a gestão do imóvel, adianta a responsável, frisando que a primeira casa arrendada mediante uma reserva da cadeia hoteleira encontra-se na Rua do Triângulo Vermelho, perto dos Anjos (ver fotos).
“Os pequenos detalhes da decoração somos nós que pensamos. A primeira coisa que fazemos quando visitamos uma casa é dizer o que achamos que elas precisam: às vezes estão absolutamente preparadas e outras falta-lhes decoração, por exemplo. Pensamos sempre em como tornar uma casa num ‘rental place’”, conclui.
Além da parceria com a Marriott, a Hostmaker tem uma colaboração com o BNP Paribas, que passa por deixar o seu conhecimento ao serviço da área de investimento imobiliário do banco francês, segund explica a empresa.
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