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Preços das casas vão começar a subir também nas periferias

Autor: Redação

Depois do centro das cidades, as periferias. É nas zonas limítrofes que está agora o maior potencial de valorização das casas, que tem vindo a crescer ininterruptamente. Segundo os especialistas, nos bairros e zonais centrais das duas principais cidades do país os preços já subiram “o que tinham para subir”, atingindo “valores inacessíveis para muitas famílias”. 

"Nos centros dos principais centros urbanos onde os preços estão já relativamente elevados, é natural que a tendência seja de travagem, porque os preços das casas não podem chegar até ao céu", garante o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, ao Jornal de Negócios. 

Para o representante dos mediadores, as periferias ou “zonas menos nobres” das cidades ainda possuem alguma oferta e projetos passíveis de dinamização “quer por via da melhoria da oferta de transportes públicos, que por via da existência de projetos de regeneração ou reabilitação, tendo em vista o aumento da oferta habitacional".

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, defende que os imóveis nas zonas centrais “já registam uma média de valores fora do intervalo das possibilidades financeiras da maioria das famílias”. Uma opinião partilhada pela imobiliária Remax, para quem “os bairros/zonas mais centrais praticamente já subiram o que tinham a subir”. 

Venda de casas deverá crescer mais de 10%

O mercado imobiliário deverá continuar a crescer em 2019, mas a um ritmo mais lento. No ano passado as vendas de casas terão crescido 20%, e as perspetivas são de que voltem a registar uma subida a dois dígitos este ano. Ainda não há números definitivos sobre o total de venda de casas em 2018, mas a APEMIP estima que este número tenha aumentado entre 15% a 20% face ao ano anterior - significa que terão sido vendidas cerca de 180 mil casas, mais 25 mil que no ano anterior, uma média de 500 por dia.

Ricardo Sousa estima que a empresa consiga “atingir um crescimento superior a 10%" este ano. Já a Remax mostra ambição de crescer acima do mercado, e atira a sua meta para os 15%, escreve o Jornal de Negócios.