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Mais de 800 casas 'dadas' em Lisboa pela autarquia em 2019 – vão beneficiar três mil pessoas

Entrega de 50 casas no bairro da Boavista / Câmara Municipal de Lisboa
Entrega de 50 casas no bairro da Boavista / Câmara Municipal de Lisboa
Autor: Redação

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) entregou esta segunda-feira (8 de abril de 2019) as primeiras 50 habitações de um conjunto de mais de 800 previstas para este ano, beneficiando mais de três mil pessoas. Estes 50 imóveis encontram-se no bairro da Boavista, que está a ser alvo de requalificação.

“A CML, só neste ano de 2019, vai assegurar o direito à habitação a mais de três mil pessoas. Nós estamos a falar de cerca de 800 casas que serão entregues às pessoas”, ao abrigo dos vários programas do município, revelou Fernando Medina, presidente da autarquia. 

“É um número já com muito significado que, não resolvendo todos os problemas (...), já é um contributo com muito significado para podermos resolver pelo menos [a situação de] cerca de três mil pessoas que antes não tinham acesso à habitação e que vão passar a ter através da política municipal”, acrescentou, citado pela Lusa.

O realojamento dos habitantes das 510 casas de alvenaria do bairro da Boavista divide-se em cinco fases, dando lugar a quase 500 novas habitações, de tipologias entre T1 a T4. Segundo a CML, esta primeira fase, que representa um investimento de cerca de cinco milhões de euros, vai realojar 130 pessoas.

Este novo projeto de arquitetura, “Uma casa que cresce com a família", que está também a ser implementado no Bairro Padre Cruz e no Bairro da Cruz Vermelha, “é sustentável em termos ambientais e pelas qualidades de habitabilidade, pelas características da construção e dos materiais usados, capacidade evolutiva, pela fácil manutenção e cuidado com as acessibilidades, bem como pela eficiência energética, utilizando águas pluviais e a energia solar”, refere a autarquia em comunicado.

Aos jornalistas, durante a entrega das primeiras 50 casas no bairro da Boavista, Medina disse que “a habitação social não pode ser uma habitação de segunda qualidade, tem de ser uma habitação de primeira qualidade, com os melhores materiais, com as melhores soluções arquitetónicas, amigas do ambiente, adaptadas ao ciclo de vida, isto é, com menos obstáculos”.

A CML também já afetou, para este ano, 330 casas de renda apoiada para “as famílias com mais necessidades”. Em 2018, recorde-se, a CML entregou 625 casas, mais 45% que no ano anterior.

Em fevereiro, Fernando Medina adiantou que a afetação de casas no regime de renda apoiada, “para a totalidade do ano de 2019”, iria ser feita até ao fim de março, de modo a “antecipar a tranquilidade das famílias, que vão poder saber antecipadamente com a casa que contam”.