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Rendas acessíveis: PAA funcionará “onde não há grande pressão urbanística”

Helena Roseta
Helena Roseta
Autor: Redação

Helena Roseta tem dúvidas quanto ao sucesso do Programa de Arrendamento Acessível (PAA), que entrou em vigor dia 1 de julho de 2019. A deputada independente do PS disse acreditar que o PAA poderá funcionar “onde não há uma grande pressão urbanística”, o que não acontece em Lisboa e Porto, por exemplo. 

“Esperemos que isto resulte [o PAA]. Temos visto muitas críticas sobretudo dos proprietários, que dizem que não é vantajoso. É um programa [o PAA] que depende de haver oferta. A minha expetativa é que o programa pode funcionar nos sítios onde não há grande pressão urbanística”, o que não acontece em cidades como Lisboa e Porto, disse Helena Roseta, em declarações à Rádio Observador.

Segundo a deputada, nas duas principais cidades do país os preços das casas têm subido de forma acentuada, mas o ritmo irá abrandar: “Os preços não vão subir muito mais. Já estão a começar a descer. Alguns sinais de vários agentes do setor indicam isso mesmo”.

Relativamente à Lei de Bases da Habitação, que foi aprovada dia 5 de julho de 2019 em votação final global, na Assembleia da República, a deputada – responsável pelo primeiro projeto de lei, apresentado em abril de 2018 – considera que a mesma “vai ajudar” a facilitar o acesso à habitação, mas alertou para a necessidade de haver “ferramentas e processos mais participativos”.