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Proprietários, inquilinos e mediadores juntos contra novo congelamento das rendas em Portugal

claudio-schwarz-purzlbaum/Unsplash
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Autor: Redação

Os proprietários e inquilinos de Lisboa discordam da hipótese de se limitar valor das rendas, considerando que esta é uma medida restritiva e incapaz de resolver o problema da habitação em Portugal. Esta posição recebe o apoio dos mediadores imobiliários, para quem a medida iria ter “implicações trágicas”.

O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), Luís Menezes Leitão, defende que a aplicação de medidas de controlo dos preços provocaria, "mais uma vez, um agravamento da retração da oferta”, segundo a Lusa.

O representante dos proprietários considera ser "incomparável" a situação de Lisboa com a de outras cidades - como Berlim, onde foi aprovado o congelamento das rendas durante cinco anos para travar o aumento dos preços da habitação - e desvalorizou o impacto da "pressão turística" na crise habitacional que se vive na capital.

Uma posição em tudo semelhante à do presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses (AIL), Romão Lavadinho, que recusa a aplicação de limites ao valor das rendas, advogando que "a propriedade privada tem o direito de, segundo as leis que existem - a lei a partir do Novo Regime do Arrendamento Urbano, a partir de 1990 -, arrendar ao preço que muito bem entender".

“Não estamos de acordo com essa limitação. Achamos que isso é completamente voltar a um passado que não queremos, portanto a limitação das rendas não se deve colocar", alega.

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, Luís Lima, lembra, por sua vez, a repercussão que teve uma notícia sobre essa possibilidade e que levou o Governo a pronunciar-se rapidamente, dizendo que não era verdade. "Isso poderia ter implicações trágicas", disse.