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Número de famílias com dívidas de créditos ao consumo dispara devido às rendas altas

Autor: Redação

Arrendar casa é uma tarefa cada vez mais complicada, devido aos aumentos de preços que se têm registado nos últimos tempos, nomeadamente nos centros e nas periferias das cidades. Um cenário que está a fazer com que haja mais famílias a terem dificuldade ou mesmo a falhar o pagamento de empréstimos ao consumo, muitos deles com taxas de juro “muito agressivas”. 

O alerta é dado por João Morais Barbosa, administrador da Reorganiza, que diz que muitos pedidos de ajuda especializada para reestruturar dívidas financeiras chegam tarde demais. “Tem-se verificado um aumento de pedidos de apoio de situações de maior fragilidade financeira, com incumprimento ou com dramas financeiros que emanam da subida do valor das rendas das casas”, referiu o responsável, citado pelo Público.

Em causa estão famílias que residiam nos centros das cidades e que não vêem os contratos renovados, “o que as ‘obriga’ a procurar casa mais longe”. “Esta situação leva a que, mesmo fora dos grandes centros, os valores a pagar sejam mais elevados e, ainda, que essa mudança implique, com frequência, um aumento de custos com transportes ou outros”, explicou.

Segundo o administrador da Reorganiza, intermediário de crédito autorizado pelo Banco de Portugal, “também estão a aumentar os pedidos de ajuda de muitas famílias, especialmente as mais carenciadas, que já vivem nas periferias das grandes cidades, e que, por pressão da procura, estão igualmente a sofrer aumentos de rendas que não conseguem suportar”.

Ainda assim, e apesar dos pedidos de ajuda terem disparado à boleia do aumento das rendas, o maior número de solicitações ainda está associado a dificuldades associadas a financiamentos para a compra de casa. De acordo com a publicação, que se apoia em dados da Reorganiza, “dos 600 a 700 pedidos de informação/contacto por mês, cerca 40% diz respeito a crédito à habitação (novo ou em dificuldades de pagamento), 35% à consolidação de créditos [habitação e consumo] e, entre outros, 15% à renegociação de situações já em incumprimento”.