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Programa Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível vai ser reformulado

IHRU vai reformular o programa e já pediu ao Banco Europeu de Investimento uma prorrogação do empréstimo até 2023.

Autor: Redação

O Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) não conseguiu recuperar o atraso na execução do programa Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível, aprovado em maio de 2015. Após uma primeira extensão, por um ano, da garantia de Estado ao empréstimo de 25 milhões que o IHRU contraiu junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), já está em cima da mesa uma nova prorrogação, agora até 2023. Perante as dificuldades, o programa vai ser “reformulado”.

Segundo fonte oficial do BEI, “o IHRU pediu uma extensão do último empréstimo”. “Esta alteração contratual foi aprovada internamente pelo BEI, permitindo que a implementação seja concluída até 2023”, refere a mesma fonte, citada pelo ECO, salientando que ainda é necessário “aguardar pela formalização desta alteração”.

O IHRU, que agora é liderado por Isabel Dias, após a demissão de Alexandra Gesta em janeiro de 2019, tinha em agosto de 2018 “mais de 100 financiamentos pré-aprovados”, escreve a publicação. No entanto, de acordo com fonte oficial do BEI, os últimos dados disponíveis referentes a junho revelam que “o IHRU comunicou 27 projetos ao abrigo do primeiro mecanismo e 25 ao abrigo do último”, ou seja, 52 no total. E mais: em agosto de 2018 só tinham sido submetidos ao BEI 10 projetos.

Confrontado com este desempenho, fonte oficial do IHRU avançou ao ECO que o programa “vai ser reformulado”, confirmando que está “em fase de análise e de aprovação pela tutela financeira a extensão do empréstimo”.

O programa Reabilitar para Arrendar — Habitação Acessível tem uma dotação global de até 100 milhões de euros, dos quais 50 milhões são financiados pelo BEI. Mas até agora só foi assinado o contrato para a primeira tranche (de 25 milhões) do empréstimo, em maio de 2015.