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Helena Roseta defende nova lei das rendas: a atual está “ultrapassada” e “cheia de botox”

“Juntar tudo na mesma lei era mais fácil para os cidadãos”, disse Helena Roseta, no âmbito do VI Congresso Nacional do Novo Regime do Arrendamento Urbano.

Bruno Martins
Bruno Martins
Autor: Redação

A ex-deputada independente eleita pelo PS, Helena Roseta, veio defender a criação de uma nova lei das rendas. A arquiteta diz que o atual regime de arrendamento urbano “está ultrapassado” e “cheio de botox”.

“Juntar tudo na mesma lei era mais fácil para os cidadãos”, disse Helena Roseta, no âmbito do VI Congresso Nacional do Novo Regime do Arrendamento Urbano, acrescentando que tem que ser “uma lei para o século XXI”, que englobe todos os intervenientes do setor, inclusive associações de proprietários, de inquilinos e de mediadores imobiliários.

“Já foram tantas mexidas, tantas intervenções cirúrgicas, tantas alterações, já ninguém se entende com aquilo, portanto está na altura de fazer um trabalho sério, com investigação, com apoio académico, científico e jurídico”, afirmou no decorrer do Congresso, citada pela Lusa.

A arquiteta de 71 anos, que anunciou recentemente a saída da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), ouviu críticas do lado dos proprietários. O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), Luís Menezes Leitão, disse que a intervenção da ex-deputada foi de “alguém que vai fazer as cirurgias de ‘botox’ e depois, verdade seja dita, fez ‘botox’ a mais”. “Ninguém lhes mandou fazer estes retalhos todos”, criticou o responsável, considerando que “é necessário devolver estabilidade ao arrendamento”.

Segundo o representante dos proprietários, a última legislatura foi de “quatro anos de políticas totalmente erradas no setor da habitação”, escreve a agência de notícias.

Para Romão Lavadinho, Associação dos Inquilinos Lisbonenses (AIL), as últimas alterações introduzidas no setor do arrendamento tiveram “alguma repercussão”, porque devolveram alguns direitos aos inquilinos e alguns direitos aos proprietários, “especialmente na questão dos impostos”.

“O que pretendemos, como temos vindo a afirmar ao longo de muitos anos, é que o NRAU seja alterado, seja denunciado e seja feita uma nova lei para o arrendamento”, referiu o representante dos inquilinos, reiterando a proposta de revogação do atual regime do arrendamento urbano.