Porto fará todos os projetos públicos de renda acessível se Estado financiar 50%

Garantia foi dada por Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto.
Porto fará todos os projetos públicos de renda acessível se Estado financiar 50%
Gonbiana/Pixabay

O presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), Rui Moreira, admitiu que se o Estado comparticipar com 50% o fundo de investimento para habitação social e renda acessível, a autarquia fará “todos os projetos públicos de renda acessível”. 

“Se o Estado disponibilizar verba, não apenas para a reabilitação de bairros sociais, mas para renda acessível (...) a CMP faz todos os projetos públicos de renda acessível”, disse o autarca, na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Porto (AMP), depois da deliberação sobre a alteração do Plano Diretor Municipal (PDM) do Porto relacionada com o Quartel do Monte Pedral, para onde estão projetadas habitações e uma residência universitária.

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A proposta, que segundo a Lusa foi aprovada por unanimidade pela AMP, prevê construir no Monte Pedral 370 habitações, sendo 250 casas para renda acessível e 120 para renda livre.

Durante a discussão deste ponto, que integrou os seis aprovados da ordem de trabalhos da AMP, o deputado Pedro Lourenço, do BE, defendeu que o município devia “avançar com uma solução 100% pública” no local. Rui Moreira respondeu, lançando um desafio aos grupos municipais com assento no parlamento. “Se encontrarem forma de 50% [de participação do Estado] como era no passado, a CMP faz tudo, não é uma parceria público-privada, é uma parceria entre a câmara e o Estado. Estado esse que nos últimos anos, desde 2017, faz leis todos os dias”, concluiu, citado pela agência de notícias. 

Já na última reunião da AMP, na passada segunda-feira, o autarca considerou insuficiente o apoio do Estado de 35% para a construção de novas habitações sociais. Rui Moreira indicou que o Estado vai apoiar as novas construções de habitação social com 35% e a reabilitação com 50%. “Digam sinceramente se acreditam que com 35% de apoio às câmaras, os municípios vão construir habitação social. Não vão, má notícia, não vão”, afirmou.

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