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AL no Algarve gera 981,5 milhões - mais de metade das unidades está em Albufeira, Loulé e Portimão

AHRESP
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Autor: Redação

O Algarve continua a ser o destino de férias preferido de muitos portugueses e turistas estrangeiros. A região acabou por ganhar novo impulso através do Alojamento Local (AL), cujo volume de negócios anual já ascende aos 981,5 milhões de euros. Um estudo realizado a pedido da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a que o idealista/news teve acesso, mostra que no sul do país existem 32.405 unidades de casas para turistas listadas no Registo Nacional de Alojamento Local (RNAL).

Albufeira, Loulé e Portimão concentram 51,6% das casas para turistas – 7.361, 5.033 e 4.31, respetivamente. O mercado do AL gerou um volume de negócios de 981,5 milhões de euros, de acordo com o estudo, sendo que a atividade contribuiu com 354 milhões para o PIB. O Estado, de resto, arrecadou impostos no valor de 158,7 milhões de euros.

AHRESP
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No Algarve, o AL é sobretudo composto por apartamentos (77%) e por moradias (21,3%), sendo que mais de metade dos proprietários só tem uma unidade sob gestão (57,3%). Cerca de 66% dos proprietários são pessoas coletivas e gerem 66,1% dos alojamentos. Os proprietários individuais tendem a ser mais velhos e com um nível de habilitações intermédio.

A grande maioria dos alojamentos (72,9%) teve um investimento de até 10.000 euros e apenas 6% teve mais de 500 mil. O retorno esperado, indica ainda, “parece decorrer numa lógica de médio a longo prazo”, ou seja, seis anos e meio. O elevado cumprimento da expectativas dos proprietários (69,6%), ou mesmo a superação das expectativas (23,5%) com a atividade, leva a quase totalidade dos alojamentos a querer continuar com a atividade.

A crescente procura turística externa, a par com a melhoria da perceção sobre Portugal, é vista com otimismo e como oportunidade para o mercado, segundo os proprietários, que olham para a sazonalidade e enquadramentos fiscal e regulamentar como principais ameaças percecionadas.

Tipo de imóveis

Revela ainda o estudo que a maioria dos alojamentos encontrava-se desocupada ou era utilizada como casa de férias e 24,3% eram utilizados como habitação permanente antes de serem convertidos em casas para turistas. Mais de metade, de resto, foram arrendados especificamente para afetação ao AL. Apesar da elevada diversidade de tipologias e combinações, apartamentos para casais com filhos/famílias tendem a dominar a oferta, nomeadamente casas com capacidade para 4 pessoas, com 2 a 3 quartos e 1 a 2 casas de banho disponíveis.

Distribuição geográfica / AHRESP
Distribuição geográfica / AHRESP

As taxas de ocupação médias anuais são “muito positivas”, com 68,8% dos alojamentos com taxas de ocupação média anual superior a 50% - as plataformas digitais representam 77,2% das reservas.

Os hóspedes

Ingleses, portugueses e franceses assumem-se como as nacionalidades “mais relevantes”. O negócio, revela o estudo, parece ser uma “opção muito apelativa para famílias (pais entre 40 e 50 anos), particularmente com crianças”, com o preço e a localização a assumirem-se como as principais motivações na hora de fazer uma pré-seleção comparativa.

Os hóspedes identificam como potenciais melhorias para facilitar a chegada ao AL a qualidade da rede de trasnsportes, as coordenadas de GPS e a sinalética, por exemplo.