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Vida em condomínio: como melhorar as relações entre vizinhos

É importante fomentar a criação de um clima amigável no prédio.

Photo by You X Ventures on Unsplash
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Autor: Redação

Viver em harmonia no condomínio pode não ser tarefa fácil. É preciso saber dividir os espaços, respeitar as regras básicas e tomar decisões. Trata-se de um desafio que exige paciência, tolerância e (muito) bom-senso. No artigo de hoje do Deco Alerta falamos sobre a importância de alimentar as boas relações entre vizinhos e de alguns truques para tornar o ambiente mais amigável no teu prédio.

Esta rubrica semanal é destinada a todos os consumidores em Portugal, sendo assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news. Envia a tua questão para a Deco, por email para decolx@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.

Moro há pouco tempo neste prédio, mas já notei que as relações entre a vizinhança são pouco cordiais, tendo já assistido a uma discussão grave entre dois vizinhos. Existe algum conjunto de regras ou princípios que ajudem a promover uma melhoria nas relações?

Existem regras básicas de bom senso que podem ser divulgadas e que, quando acompanhadas de uma abordagem cordial, sensibilizadora e explicativa de possíveis incómodos entre vizinhos, podem criar um clima mais amigável no prédio.

Deixamos-te alguns conselhos:

  1. Manter a calma. Coabitar com os hábitos e costumes de todos não é uma tarefa fácil. Manter a paciência e a calma em situações de conflito é, por isso, essencial, especialmente antes de abordar um vizinho menos sociável. Só através da razão conseguirás ter hipóteses de evitar conflitos mais sérios ou até penosos processos judiciais.
  2. Calcular o valor do dano (por exemplo: ruído, animais, sujidade). Perceber qual o impacto da infração do vizinho – é mais fácil levar o vizinho a identificar-se com o seu problema se o conseguir quantificar. Não é necessário ser um valor monetário: as horas de sono perdidas também servem de exemplo, se for esse o caso. Muitas vezes a infração resulta da falta de atenção, noção ou até da ignorância da lei;
  3. Avaliar o problema. Por vezes a melhor opção é mesmo a de ignorar ou evitar o confronto;
  4. Reunir meios de prova. Um dos passos fundamentais antes de advertir o vizinho é reunir provas do que está a alegar. Estas são essenciais quer numa negociação direta, para mostrar o incómodo que está a causar, quer num futuro processo judicial. As provas podem ser fotos, em casos por exemplo de infiltrações, danos à propriedade, etc.; vídeos; áudio, por exemplo em casos de perturbação do descanso; testemunhas, de preferência sem serem parentes dos envolvidos; e documentos, como e-mails de advertência, cartas, etc.
  5. Identificar quem é realmente o responsável pelo problema é essencial. No caso de uma infiltração, se a casa do vizinho estiver arrendada, não adianta negociar ou advertir o inquilino. Há que falar diretamente com o proprietário.
  6. Arranjar possíveis soluções para o conflito, deixando espaço para negociar e para sugestões do vizinho. Não apresentar a solução como fechada.
  7. Formalizar o acordo. Caso o prejuízo seja elevado ou a situação seja recorrente, tenta chegar a um acordo – deve ficar por escrito, assinado por ambas as partes. Com o acordo formalizado tens alguma garantia de que será cumprido.

Se o bom senso prevalecer, toda a vizinhança sairá a ganhar e evitam-se os contratempos que sempre resultam de uma intervenção judicial ou administrativa.

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