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Afinal, quem é que procura casa? Rx-completo ao mercado residencial no pré-Covid-19

Sexo, profissão, património, modelo familiar, localidades, tipologias dos imóveis... o perfil de procura apurado pelo idealista

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Autor: Redação

As melhores decisões, nascem dos melhores dados. E transformá-los em informação útil, estruturada e fiável, com o objetivo de traçar estratégias e fazer negócios, é o grande desafio. No que toca ao imobiliário, há algo que é crítico saber: o perfil da procura de quem quer comprar ou arrendar casa. Apresentamos agora o resultado do raio-x feito ao mercado residencial em Portugal, pelo idealista já este ano, pouco antes do Covid-19 chegar ao país.

Destacando-se o peso da pesquisa da compra de imóveis (68%), face ao arrendamento (32%), seja para comprar (55%) ou arrendar (63%), eram as mulheres quem lideravam os processos de procura de casa, numa faixa etária entre os 36 e 45 anos. E a maioria dos utilizadores pretendia ficar na mesma cidade (59%), havendo uma parte que admitia mover-se, mas dentro do distrito (23%) e o restante sair para outro distrito.

Mais de metade (53%) dos utilizadores que procuravam casa tinham trabalho fixo ou eram trabalhadores independentes. Um pouco mais de um terço era já proprietário de uma casa e 52% não eram proprietários. Os restantes tinham mais propriedades.

Em termos de composição do núcleo familiar, dominam os casais com filhos (com maior peso para os que vivem na habitação), seguidos de quem vive sozinho, com os pais, famílias monoparentais, outros e casas partilhadas.

Classe média domina procura de casa para comprar

No que toca ao mercado de compra, a principal motivação para procurar casa é encontrar a primeira habitação (29%), seguida de querer encontrar uma casa maior (22%) e mudar-se de zona (14%). E as casas T2 são as mais desejadas (43%), seguidas de T3 (38%) e T1 (11%). Para encontrar a casa ideal, 30% os utilizadores dedicaram mais de 12 meses, sendo que para cerca de metade o processo variou entre 1 mês e seis meses.

A procura de casas para comprar evidenciava um perfil de classe média, com 42,2% dos utilizadores focados em imóveis com um valor entre 100 mil euros e 200 mil euros e 30,2% queria algo abaixo dos 100 mil euros. Apenas 1% das pesquisas foram feitas sobre imóveis com preços acima dos 600 mil euros. E para comprar casa, 29% dos utilizadores necessitavam de um valor de crédito habitação situado entre 50% e 80% do valor do imóvel, enquanto 22% dos inquiridos afirmava não necessitar de crédito à habitação para comprar casa.

Mudar para uma casa maior ou noutra zona, a motivação do arrendamento

No mercado de arrendamento, o T2 era também o rei das pesquisas em termos de tipologia (46%). Mas neste caso, seguido pelos T1 (28%) e depois pelos T3 (18%). Aqui o tempo dedicado a procurar um imóvel era bastante menor, com 29% dos utilizadores a dedicarem 1 a 3 meses na procura de casa em arrendamento. Apenas 13% esteve entre 7 e 12 meses até encontrar um local para arrendar.

Mudar para uma casa maior (20,5%) ou de zona (18,6%) foram as principais motivações apontadas por quem procurava para arrendar, havendo uma fatia de 23,5% que apontou outro motivo.

O intervalo de preço mais procurado para arrendar uma casa é menos de 450 euros por mês. Apenas 1% dos inquiridos procura casas com preços superiores a 1.500 euros por mês. E 41% dos inquiridos assumiam alocar 25 a 35% do seu rendimento para o pagamento da renda.

Dados e tecnologia de mãos dadas para identificar perfis de procura

O inquérito online foi realizado, entre 27 e 31 de janeiro de 2020, a uma amostra de 1.797 utilizadores do portal idealista, distribuídos por 247 muniícios, com pesquisas ativas nos últimos 6 meses. O erro da amostra é de 0.88% e o nível de confiança de 95%.

"Este nosso inquérito, que foi muito bem recebido pelos utilizadores do portal, permitiu obter conclusões muito credíveis em termos de preferências e intenções no processo de procura de habitação para compra-venda e arrendamento", indica Inês Campaniço, responsável do idealista/data em Portugal.

Sobre os motivos que levaram à realização deste inquérito, a especialista em dados realça que "a nossa missão é fornecer informação estruturada e ordenada no âmbito imobiliário, de uma forma objetiva e homogénea, a qualquer profissional do setor, em tempo real", dando nota de que, para isso, "contamos com um conjunto de ferramentas tecnológicas e com a análise de informação para processar, homogeneizar e estruturar fontes de dados úteis e transformá-las em informação acessível". 

PDF icon Aqui pode ser consultada a versão completa do inquérito