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Os portugueses e a casa: um espaço de família e descanso, mas de onde procuram sair todos os dias

Em causa estão conclusões de um estudo Observador Cetelem, que analisou as tendências dentro da habitação em tempos de pandemia.

Photo by Laurent Peignault on Unsplash
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Autor: Redação

A casa tornou-se um refúgio para a maior parte dos portugueses onde, devido ao confinamento, nos vimos obrigados a passar mais tempo. Para a grande maioria, a casa é o espaço associado sobretudo à família, mas também ao descanso e ao conforto. E se é verdade que as casas se transformaram por causa da pandemia da Covid-19, e passaram a ser muito mais do que o espaço onde chegamos ao fim do dia de trabalho - para quem não está desempenhar funções remotamente - , atualmente sete em cada dez portugueses procuram sair [de casa] todos os dias.

Em causa está o estudo realizado pelo Observador Cetelem, que procurou analisar as vivências dentro da habitação, desde a tipologia do espaço até aos planos para o futuro. Os inquiridos com idades entre os 18-24 (73%); 25-34 (81%); 35-44 (78%) e 45-54 (81%) e os residentes na zona da Grande Lisboa (82%) são os que mostram mais vontade de sair todos os dias. Já as saídas duas a quatro vezes, referidas por 24% dos indivíduos, são mais frequentes nos inquiridos entre os 65 e os 74 anos (48%) e entre residentes no Grande Porto (32%) e na região Centro (33%).

A vivência dentro de casa e o teletrabalho

Dentro da habitação a sala é a divisão onde grande parte dos portugueses passam mais tempo (94%), seguido do quarto próprio (83%) e da cozinha (81%), segundo o estudo. Mas quando questionados sobre as três divisões da casa onde passam mais tempo, a cozinha surge como primeira resposta do género feminino (41%), por oposição género masculino (11%), que referem, como primeira escolha, a sala (50%). Já os jovens dos 18 aos 24 anos referem o seu quarto em primeiro lugar (59%).

Para enfrentar o período de confinamento, 34% dos inquiridos afirmam que não foi preciso criar um espaço de trabalho e/ou estudo próprios e 31% diz mesmo que já tinha este espaço de teletrabalho - 29% tiveram de criar um espaço próprio, sendo que destes 17% optou por trabalhar e/ou estudar na sala; 6% no quarto; 2% no quarto dos filhos e 2% na cozinha.