Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Prestação da casa desce em março para contratos com Euribor a 3 e a 6 meses

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread de 1%, paga a partir deste mês 447,40 euros.

Imagem de Schluesseldienst por Pixabay
Imagem de Schluesseldienst por Pixabay
Autor: Lusa

A prestação paga pelos clientes ao banco no crédito à habitação vai descer em março nos contratos indexados à taxa Euribor a três e a seis meses face às últimas revisões. Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread (margem de lucro do banco) de 1%, paga a partir deste mês 447,40 euros, o que traduz uma descida de 5,72 euros face à ultima revisão em setembro, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

Já num empréstimo com as mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 446,09 euros, menos 1,31 euros do que o que pagou desde dezembro.

Desde abril de 2020 que milhares de famílias não estão a pagar o crédito à habitação, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação. O período inicial da suspensão dos pagamentos foi entretanto estendido até 30 de setembro de 2021.

Um diploma publicado no ano passado, mas com produção de efeitos a 1 de janeiro de 2021 veio, entretanto, permitir a adesão às moratórias até 31 de março, não podendo o período de aplicação das medidas exceder os nove meses contados da data de comunicação da adesão.

Este limite dos nove meses contempla eventuais períodos que já tenham estado cobertos por moratória.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses. Em fevereiro, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,521% e a média da taxa a três meses de -0,541%.

As taxas Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e a expectativa é que se mantenham negativas ou perto de 0% nos próximos anos devido sobretudo à política de estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE), o que tem impacto positivo nos créditos bancários, que estão mais baratos.