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Prestação da casa desce em fevereiro para contratos com Euribor a três e seis meses

Mensalidade a pagar ao banco pelo empréstimo da casa cai 12,11 euros na Euribor a seis meses, a mais usada em Portugal.

Imagem de Jens Neumann por Pixabay
Imagem de Jens Neumann por Pixabay
Autor: Lusa

A prestação paga pelos clientes ao banco no crédito à habitação vai descer em fevereiro nos contratos indexados à taxa Euribor a três e a seis meses face às últimas revisões. Um cliente com um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread (a margem de lucro do banco) de 1%, paga a partir deste mês 446,88 euros, o que traduz uma descida de 12,11 euros face à última revisão em agosto, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 445,70 euros, menos 2,49 euros do que o pagou desde novembro, escreve a Lusa.

Desde abril que milhares de famílias não estão a pagar o crédito à habitação, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação, com suspensão dos pagamentos das prestações até 30 de setembro, prazo que, entretanto, foi estendido até 30 de setembro de 2021.

Um diploma entretanto publicado e com produção de efeitos a 1 de janeiro de 2021 veio permitir a adesão às moratórias até 31 de março, não podendo o período de aplicação das medidas exceder os nove meses contados da data de comunicação da adesão.

Este limite dos nove meses contempla eventuais períodos que já tenham estado cobertos por moratória.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

Em janeiro, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,529% e a média da taxa a três meses de -0,547%.

As taxas Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e a expectativa é que se mantenham negativas ou perto de 0% nos próximos anos devido sobretudo à política de estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE), o que tem impacto positivo nos créditos bancários, que estão mais baratos.