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Preços das casas mantêm “tendência de abrandamento moderada”, diz o BPI

Analistas bancários consideram que as condições de financiamento continuam favoráveis ao mercado imobiliário.

Foto de Daria Shevtsova no Pexels
Foto de Daria Shevtsova no Pexels
Autor: Redação

O setor de habitação “não está entre os mais afetados pela pandemia”e “reagirá mais tarde, mas moderadamente”, segundo uma análise divulgada pelo BPI. Os analistas do banco referem ainda que as transações caíram 8% em 2020, menos do que seria expectável dadas as circunstâncias da Covid-19, e consideram que as condições de financiamento continuam favoráveis ao mercado imobiliário.

Os preços das casas "mantêm a tendência de abrandamento moderada do pré-Covid, sem sinais de forte ajustamento já registada antes da pandemia". Apesar disso, alguns sinais recentes dão conta de descidas nas principais zonas da Área Metropolitana de Lisboa, nomeadamente uma quebra de 10% face ao pico nas transações e de 9% nas rendas.

A entidade bancária sublinha ainda que o mercado das novas habitações teve melhor desempenho do que o das casas usadas, tanto ao nível das transações como dos preços, uma tendência que deverá manter-se este ano. O BPI reconhece ainda que a presença de não residentes foi afetada pelas restrições à mobilidade, mas considera que “este movimento será temporário e sua presença deverá aumentar à medida que nos aproximemos da imunidade de grupo”.

Um dado relevante é que, de acordo com a análise, as condições de financiamento continuam favoráveis ao mercado imobiliário. Os analistas salientam que os constrangimentos à procura "surgem principalmente da deterioração do recuo do turismo, que se espera recupere, e também do mercado de trabalho e perda de rendimentos". O banco conclui, contudo, que “as famílias têm mais poupanças, estão menos endividadas e menos pessimistas do que na crise anterior”.