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Pedro Nuno Santos diz que Estado falhou na habitação e que problema é transversal

O ministro das Infraestruturas e da Habitação considera que o problema neste setor é nacional e transversal na sociedade portuguesa.

Pedro Nuno Santos diz que Estado falhou na habitação
Photo by Uta Scholl on Unsplash
Autor: Lusa

O ministro das Infraestruturas e da Habitação disse que o Estado "falhou" na promoção de políticas públicas de habitação e advertiu que o problema neste setor é nacional e transversal na sociedade portuguesa. Pedro Nuno Santos falava momentos depois de ter assinado com o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e com o secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz, um protocolo para a edificação de novos fogos em espaços desativados das Forças Armadas.

"O lar é o espaço onde reunimos com a família, onde nós somos felizes e onde nós também podemos ser tristes. É o espaço onde descansamos e alimentamos. É o nosso lar. E a verdade é que nós, durante muitos anos, o Estado teve algumas políticas limitadas no tempo e no território, promovendo até mecanismos de mercado que, tendo ajudada cidadãos a comprar casa, também os endividou para o resto da vida. E não houve qualquer consequência no preço do imobiliário", observou o ministro, numa alusão ao crédito bonificado.

Ministro reconhece "problema grave" nos centros urbanos

De acordo com Pedro Nuno Santos, a administração central "deixou estas tarefas para os municípios, que, ao longo de décadas, em grande parte do território, estiveram, sozinhos, a dar resposta às necessidades de habitação".

"Falamos tantas vezes que o mercado falhou, que o mercado falhou e que o mercado falhou, mas, aqui, neste caso, o Estado falhou. Falhámos enquanto comunidade e hoje sentimos de forma mais dura as consequências da ausência de uma política de habitação consistente e perene para todo o território", acentuou.

O ministro das Infraestruturas reconheceu a existência de um "problema grave" nos maiores centros urbanos e junto das populações mais carenciadas, mas defendeu que a questão é ainda maior, em primeiro lugar porque as classes médias foram esquecidas pela resposta pública.

"Nos maiores centros urbanos o preço atingiu patamares inimagináveis, mas o problema é transversal. A região do Algarve, por exemplo, que tem tantos imóveis, possui um problema grave de habitação. De facto, o problema da habitação é hoje nacional e transversal", advogou.