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Imobiliário de luxo resiste à pandemia – e até cresce

Pandemia fortaleceu o mercado imobiliário de luxo lá fora, onde foram registados aumentos de faturação sem precedentes.

Imóveis de luxo na pandemia
Imagem de Free-Photos por Pixabay
Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 paralisou vários negócios e deixou outros em alerta. Mas não foi o caso do mercado imobiliário de luxo, que não só está a resistir à crise, como está a crescer. O imobiliário continua a ser considerado um refúgio para quem decide investir num momento em que a incerteza e volatilidade pairam sobre vários mercados, como é o caso do mercado de capitais.

O investimento em imobiliário é considerado, há muito, uma aposta segura mesmo em momentos de crise. Os dados mais recentes da Engel & Völkers, mediadora alemã de imóveis de luxo, provam isso mesmo: o volume de negócios subiu 31,5% entre os primeiros seis meses de 2021 e o período homólogo, atingindo os 53,9 milhões de euros, revela a mediadora em comunicado.

Estes resultados representam a “recuperação do volume de transações para valores pré-pandemia” e mostram que “o mercado de imobiliário de luxo conseguiu resistir aos desafios do último ano”, afirma Juan-Galo Macià, CEO da Engel & Völkers para Espanha, Portugal e Andorra.  

Contabiliza-se um total de 184 operações intermediadas pela imobiliária alemã em Portugal só nos primeiros seis meses de 2021: 132 vendas (+55,3% que no período homólogo) e 52 arrendamentos (+116,7%). O preço médio das vendas situou-se acima dos 400 mil euros, enquanto o arrendamento de luxo fixou-se nos 1.517 euros mensais. “Os números mostram que, apesar das limitações atuais, é possível continuar a crescer neste negócio”, disse Juan-Galo Macià.

Imóveis de luxo na pandemia
Imagem de bedrck por Pixabay

Negócio de luxo internacional segue tendência

Esta é uma tendência que também se verifica no mercado além-fronteiras. Sven Odia, CEO da Engel & Völkers AG sublinha, aliás, que “a pandemia fortaleceu o investimento em imóveis de qualidade e em alguns dos nossos mercados estratégicos verificámos um crescimento na faturação sem precedentes”. Só o Grupo Engel & Völkers - que opera em 30 países espalhados pelos cinco continentes - registou um volume de transações imobiliárias superior a 16 mil milhões de euros na primeira metade de 2021.

A procura no setor imobiliário é constante e existe uma crescente necessidade, entre os compradores nacionais e internacionais, de propriedades para investir a longo prazo que ofereçam um potencial de revalorização”, acrescenta Sven Odia.

Em resultado do aumento da procura, a Engel & Völkers abriu 33 novas agências em vários pontos do mundo entre janeiro e junho de 2021 e aumentou em mais de 800 pessoas a sua equipa que conta com mais de 13.000 profissionais.