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Falta de habitação na Madeira foi ultrapassada e deixou de ser “flagelo”

“Flagelo da habitação na Madeira foi ultrapassado graças aos grandes investimentos feitos pelo Governo Regional”, disse Miguel Albuquerque.

Falta de habitação na Madeira foi ultrapassada e deixou de ser “flagelo”
Imagem de Erik Karits por Pixabay
Autor: Lusa

O presidente do Governo da Madeira afirmou sexta-feira (16 de julho de 2021) que a região conseguiu ultrapassar o “flagelo” da falta de habitação, defendendo a necessidade de criar mecanismos de apoio aos residentes face à grande atratividade do arquipélago para estrangeiros. “O flagelo da habitação na Madeira foi ultrapassado graças aos grandes investimentos que foram feitos pelo Governo Regional”, declarou Miguel Albuquerque, na inauguração de um empreendimento habitacional no Funchal.

O governante madeirense salientou que o executivo regional tem “cerca de 12 mil famílias que são [suas] arrendatárias” e que “a habitação social hoje não é a necessidade primeira como já foi há uns anos”.

Contudo, acrescentou, a Madeira ainda tem “algumas carências que têm de ser supridas” nesta área.

“O grande esforço que vamos fazer neste quadro comunitário de apoio e também da chamada ‘bazuca’ (Programa de Recuperação e Resiliência) - não gosto nada dessa expressão - será no sentido de continuarmos a resolver os problemas habitacionais das famílias", sublinhou.

O chefe do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS, apontou ser necessário “levar em linha de conta que se a Madeira começa a ser um destino atrativo para residentes estrangeiros, é normal que o preço das habitações suba”.

Residentes e jovens não podem ser prejudicados no acesso à habitação

Por esta razão, explicou, o Governo Regional tem de conseguir “encontrar um mecanismo de compensação para que essa subida de preços não interferir no mercado, no sentido dos residentes e os casais jovens não serem prejudicados no acesso à habitação”.

No entender de Albuquerque, “a forma de o fazer é encontrar modalidades de compensação, quer nos custos diretos ou indiretos da habitação, e disponibilizar no mercado a preços mais acessíveis, sobretudo para os residentes na Madeira”.

O presidente do executivo recusou acompanhar o objetivo traçado pelo primeiro-ministro, António Costa, de alcançar, com o apoio da denominada ‘bazuca europeia’, “os 50 anos do 25 de Abril com toda a gente em Portugal a ter uma casa condigna”.

“Não vou prometer”, sublinhou, considerando que vão existir sempre “carências habitacionais por circunstâncias diversas”.

Albuquerque apontou também que a região tem de saber aproveitar a sua “situação privilegiada do ponto de vista do impacto pandémico da Covid-19”, porque é, “neste momento, das regiões mais aprazíveis e acolhedoras no contexto europeu”.

“Isso significa que devemos aproveitar esta oportunidade para captar novos investimentos, residentes para a Madeira, capitais e não termos medo de ser uma região cosmopolita aberta ao mundo e aos outros”, argumentou.

Albuquerque assumiu ter “uma dívida de gratidão para com os empresários da construção e do imobiliário”.

“Se houve um setor nestes dois anos que soube resistir à crise foi o setor imobiliário, que soube dar a volta por cima e está com grande potencial de crescimento”, devido à “garra, tenacidade, capacidade de trabalho e resistência dos próprios empresários do setor”, realçou.

“Temos novos e grandes desafios pela frente, como o da recuperação económica e social. Vamos fazê-lo e podem contar com o Governo para prosseguirmos neste caminho”, concluiu.