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Preço das casas de luxo está a subir ao ritmo mais rápido desde 2016

Mercado imobiliário 'prime' continua a dar provas de resiliência. Preços cresceram quase 4% no primeiro semestre de 2021.

Preço das casas de luxo está a subir ao ritmo mais rápido desde 2016
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Autor: Redação

O mercado residencial global manteve-se estável durante o primeiro semestre de 2021, de acordo com a última atualização do Índice 'Prime Residential World Cities', da Savills Aguirre Newman. Nas 30 cidades mundiais analisadas, os valores das casas de luxo subiram em média 3,9% até junho, o crescimento mais rápido desde dezembro de 2016.

As baixas taxas de juro, a recuperação da confiança dos compradores, o aumento das transações na faixa superior de preços e as medidas de estímulo económico contribuíram para forte aumento dos preços dos imóveis, segundo a Savills. Esse crescimento foi precedido por um período mais moderado, já que os valores entre junho de 2018 e dezembro de 2020 só cresceram em média 0,7% como resultado da incerteza global provocada pela pandemia e das mudanças fiscais e políticas em muitas cidades.

Nem todas tiveram o mesmo desempenho nos últimos seis meses. No entanto, mais de 70% dos locais tiveram um crescimento positivo. O resultado negativo das restantes deve-se ao facto de dependerem fortemente de compradores internacionais, um segmento severamente atingido pelas restrições de viagens, de acordo com a consultora.

Rendas de luxo aumentam ligeiramente

Após a queda de 1,8% no último semestre de 2020 nos preços das rendas 'prime' devido às restrições globais de viagens, menor procura por relocação de funcionários e entrada de apartamentos turísticos (alojamento local) no mercado de arrendamento de longo prazo em muitas cidades, as rendas aumentaram 0,5% nos primeiros seis meses de 2021.

De acordo com o Savills Prime World Cities, 39% das cidades experimentaram um aumento nas rendas no primeiro semestre de 2021, em comparação com os 25% registados durante o mesmo período de 2020. A rentabilidade média das 30 cidades do índice foi de 2,9% de janeiro a junho de 2021, enquanto no mesmo período de 2020 foi de 3,1%.

Preço das casas de luxo sobe em Lisboa
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Maiores necessidades de espaço fazem subir preços (também) em Lisboa

O local mais caro para comprar casa no índice da Savills, Hong Kong, registou quedas nos preços até o primeiro semestre de 2020 como resultado da incerteza na região. No entanto, os valores aumentaram 1,9% até junho de 2021. “A força crescente das vendas pode ser atribuída às baixas taxas de juros e o crescimento provavelmente seria mais forte se as viagens internacionais fossem retomadas”, diz a consultora.

Algumas cidades viram os preços passarem de territórios negativos para positivos no primeiro semestre de 2021. Singapura, Bangkok e Kuala Lumpur beneficiaram do aumento da procura e redução da oferta. O ‘boom’ do teletrabalho e a consequente maior necessidade de espaço também fizeram subir os preços no Dubai, Cidade do Cabo, Moscovo e Lisboa. Em Londres, após seis anos de quedas, os valores permaneceram estáveis ​​em 2020 e, em seguida, registaram um aumento de 1,1% nos primeiros seis meses de 2021.

Mas não são apenas os preços que estão a subir. Os volumes de transações também estão a aumentar em muitas cidades, especialmente em comparação com o primeiro semestre de 2020, quando muitas cidades estavam fechadas. Em Londres, as vendas de propriedades acima de 5 milhões de libras aumentaram 61% e foram os maiores números semestrais desde 2014. Na cidade de Nova Iorque, o volume de vendas de propriedades com preços acima de  5 milhões de dólares em maio de 2021 foi o segundo maior  desde 2017 e 15 vezes maior do que em maio de 2020.