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Venda de casas de luxo em alta – e portugueses são quem mais compra

Remax Collection teve o melhor primeiro semestre de sempre: vendeu 2.198 casas, 70% das quais a portugueses.

Remax Collection
Remax Collection
Autor: Redação

Se há negócio que está a dar boa resposta à pandemia da Covid-19 é o imobiliário, nomeadamente o direcionado para o segmento de luxo. Isso mesmo mostram os números divulgados pela Remax Collection, que teve o melhor primeiro semestre de sempre, com um total de volume de preços na ordem dos 615 milhões de euros, mais 43% que no mesmo período do ano passado. A mediadora registou 2.198 transações, mais 46% que no período homólogo, sendo os portugueses responsáveis por 69,9% das compras.

“Para a segunda metade do ano, a imobiliária que mais imóveis de luxo vende em território nacional prevê a continuidade do cenário de recuperação do mercado, já bastante notório neste primeiro semestre”, refere a empresa, em comunicado.

Segundo a Remax Collection, entre janeiro e junho, foram negociados imóveis a clientes de mais de 30 nacionalidades estrangeiras. Os portugueses lideram o ranking, conforme referido, e o pódio fica completo por brasileiros e franceses, que ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente, em termos de volume de negócios e transações. No top cinco encontram-se ainda, por esta ordem, os ingleses e os chineses

Que casas de luxo são mais vendidas?

Os apartamentos e as moradias continuam a ser os imóveis mais procurados e negociados, revela a marca, adiantando que em 2020 representavam 91% da faturação e 95% das transações e que este ano, no primeiro semestre, representam 98%, em ambos os casos. 

“Foram os apartamentos de tipologias T2 e T3 os mais procurados pelos investidores, ao representar 70,4% do volume de transações, o equivalente a 71,3% do total de volume de negócios. Por outro lado, as moradias T3 e T4 surgem com grande destaque neste primeiro semestre, representando mais de metade do volume de transações e de negócios, 56,4% e 63,3%, respetivamente”, lê-se na nota enviada às redações.

Setúbal e Madeira a crescer

Por regiões, o distrito de Lisboa mantém a liderança nacional, com um volume de negócios de 80,9% e um volume de transações de 80,7%. Segue-se o distrito de Setúbal, que ocupa a segunda posição, ultrapassando o Porto. No quarto lugar encontra-se Faro e no quinto a Madeira, que integra pela primeira vez top 5.

No caso de Lisboa, é nos concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras que se vende mais casas de luxo, representando aproximadamente 80% das transações no distrito. Destaque para o facto de Loures se encontrar na quarta posição (5,25% de imóveis de luxo transacionados) e para a redução do peso do concelho de Lisboa para menos de 50% (46,7% em volume de transações), o “que revela um maior equilíbrio regional neste segmento premium”, conclui a mediadora.

"É certo que os clientes nacionais continuam a adquirir mais imóveis Collection, contudo a procura internacional mantém bons níveis de atratividade"
Beatriz Rubio, CEO da Remax

Imobiliário de luxo tem dado provas de resiliência

Para Beatriz Rubio, CEO da Remax, os números relativos à atividade da Remax Collection na primeira metade do ano demonstram “bem um cenário de recuperação do mercado imobiliário de luxo, que tem dado provas de resiliência no atual contexto”. “Portugal é um mercado apetecível para estrangeiros, que projetam no segmento de luxo um investimento seguro e com elevada possibilidade de retorno. É certo que os clientes nacionais continuam a adquirir mais imóveis Collection, contudo a procura internacional mantém bons níveis de atratividade”, comenta.

O que esperar do segundo semestre? Para Beatriz Rubio não há dúvidas: “A reanimação da atividade económica, o retorno de algum do investimento internacional, as melhorias nos índices do setor do turismo e a própria evolução positiva da segurança sanitária, são fatores que têm reforçado o dinamismo no setor imobiliário”.