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Antas Atrium sai do papel e dá nova vida a zona esquecida do Porto

Megaempreendimento tem previstas 1.150 casas e representa um investimento de 240 milhões de euros.

Antas Atrium
D-E: Carlos Vasconcellos da Quantico; Cristóbal de Castro da Albatross Capital; Rui Moreira da Câmara Municipal do Porto / Quantico/Albatross
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

A primeira pedra do Antas Atrium já foi lançada. A construção daquele que já é considerado o maior empreendimento residencial na cidade do Porto arrancou esta terça-feira, dia 28 de setembro de 2021, numa cerimónia marcada pela presença de Rui Moreira, o reeleito presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), que elogiou os investidores por terem “encontrado potencial nesta artéria da cidade”, que ficou esquecida desde a demolição do antigo estádio das Antas.

Recordando o momento em que o Antas Atrium foi apresentado aos serviços de urbanismo da CMP, Rui Moreira afirma que o “projeto foi bem recebido porque vimos nele potencial para resolver a situação dos terrenos do antigo estádio das Antas”, disse na ocasião.

Foi em 2004 que o antigo estágio foi demolido e, na altura, foi elaborado o Plano de Pormenor das Antas (PPA) e acreditava-se que esta seria uma futura zona de expansão da cidade. Mas, apesar das “boas acessibilidades e do bom ambiente” a zona foi “perdendo gás”, porque, segundo explica o autarca, “houve apostas que não se concretizaram e a cidade foi-se virando para o ocidente”.

Este terreno ficou esquecido desde então, apesar das Antas ser considerada uma das melhores zonas da cidade para viver. E é por isso que Rui Moreira elogia o trabalho da 'joint-venture' Quantico/Albatross que vai devolver vida a esta zona da cidade com casas novas para a classe média, criando “riqueza” e trazendo “gente nova para o Porto”. Note-se que este megaempreendimento tem previsto construir 1.150 novas casas e representa um investimento de 240 milhões de euros.

Antas Atrium
Quantico/Albatross

Um novo conceito de luxo para a classe média

As obras da primeira fase do empreendimento estão a cargo da Casais e deverão estar concluídas no último trimestre de 2023. Nesta fase, vão nascer 169 apartamentos, com tipologias desde T0 ao T4 e garagem coberta privativa, segundo explicou ao idealista/news Carlos Vasconcellos, presidente executivo da Quantico.

Trata-se, portanto, de “um novo conceito de habitação de luxo”, mas com “preços acessíveis à classe média”, segundo disse o presidente da Quantico. E o objetivo passa precisamente por “construir cidade, mas a pensar na classe média”, sublinhou ainda.

Os preços começam nos 179 mil euros, no caso do T1, mas no caso do T4, pode chegar aos 756 mil euros. Já no site de uma das mediadoras que está a comercializar o empreendimento pode ver-se que um T1 (49 m2) custa 185 mil euros, um T2 (94 m2) 285 mil euros e um T3 (118 m2) apresenta um valor de 424 mil euros.

Antas Atrium
D-E: Carlos Vasconcellos da Quantico; Cristóbal de Castro da Albatross Capital; Rui Moreira da Câmara Municipal do Porto / Quantico/Albatross

Já se contam 50 novas casas no Antas Atrium reservadas e pré-vendidas. E dois dos compradores presentes no evento destacaram ao idealista/news que, quando estiveram a fazer o estudo de mercado na zona, consideraram que os preços deste megaempreendimento “são um pouco mais baixos”, sobretudo tendo em conta o “conjunto de ‘amenities’ previstas”.

Recorde-se que o empreendimento inclui parques infantis, parques para bicicletas, postos para carregar carros elétricos, lavandaria, ginásio, piscina interior e, ainda, uma horta comunitária. Além disso, há ainda alguns apartamentos duplex, com varandas e terraços privados.

O Antas Atrium, que é “o maior empreendimento residencial do Porto e um dos maiores do país, com mais de 110.000 metros quadrados (m2) de construção acima do solo”, terá ainda uma zona comercial de 1.500 m2 e 55.000 abaixo do solo. O projeto é assinado pelo gabinete de arquitetura OODA e tem “grandes preocupações de sustentabilidade, eficiência energética e reaproveitamento de águas”, segundo destaca o promotor.

Antas Atrium
Quantico/Albatross

Alteração ao loteamento atrasou licenciamento

A primeira pedra foi lançada cerca de um ano depois do inicialmente previsto. Segundo Carlos Vasconcellos, o que está por detrás deste atraso são mesmo “ questões de licenciamento”.

Por seu turno, Pedro Baganha, vereador do Urbanismo da CMP, referiu ao idealista/news que foi “o pedido de alteração do loteamento” feito pelo promotor que provocou os atrasos. Posto isto, considera que o processo de licenciamento decorreu de “forma expedita”, mesmo tendo em conta que “foram necessários pareceres da CCDR-N, e de outras entidades”. O responsável destacou, ainda, que o processo incluiu “o desvio de uma linha de água”, situação que ainda está a decorrer.

Na sua intervenção no evento, Rui Moreira disse que a cidade do Porto “é amiga dos investidores” e de todos aqueles que “cumprem regras e não complicam”.

Antas Atrium
Carlos Vasconcellos, presidente executivo da Quantico / Quantico/Albatross