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Fundo Quântico/Albatross avança com megaempreendimento junto ao Estádio do Dragão

A primeira fase deste condomínio no Porto está prevista para começar a ser construída em março. No total, serão 1.100 apartamentos nas antigas Antas.

Empreendimento residencial Antas Atrium. / Quântico/Albatross
Empreendimento residencial Antas Atrium. / Quântico/Albatross
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

O fundo Quântico/Albatross, criado em 2017 para investir na promoção e reabilitação de habitação para segmento premium, já iniciou a promoção do empreendimento residencial Antas Atrium, no Porto, constituído por cerca de 1.100 apartamentos, num investimento estimado de mais de 240 milhões de euros.

A novidade foi dada por Carlos Vasconcelos, presidente executivo da Quântico, que foi um dos convidados do painel “Os criadores da cidade - os novos projetos estruturantes”, organizado pela Predibisa e incluído na Semana da Reabilitação do Porto, que decorreu na semana passada. Organizada pela Vida Imobiliária e pela Promevi, a Semana de Reabilitação Urbana contou com o apoio da Câmara do Porto e teve o idealista como portal oficial.

Primeira fase avança em março e tem 180 apartamentos

O megaempreendimento residencial, que fica localizado em parte dos terrenos do conhecido Plano de Pormenor das Antas (PPA), ocupa o espaço do antigo estádio das Antas - localizado a poucos metros do novo estádio do Dragão -, e vai desenvolver-se em seis fases, tendo uma duração prevista de 6 a 8 anos.

Quântico/Albatross
Quântico/Albatross

De acordo com Carlos Vasconcelos está tudo preparado para avançarem com a primeira fase do empreendimento, constituída por 180 apartamentos e com preços de venda de 3500 euros/m2. A data prevista de início de construção é de março de 2021.

“A boa notícia é que vamos iniciar a obra no primeiro trimestre de 2021. Estamos numa fase muito avançada de análise de propostas de parcerias – digo parcerias que é a forma como gostamos de ver as empresas de construção – para ver quem é o nosso parceiro nesta grande obra”, destaca o responsável da Quântico.

Sobre a sua localização nas Antas – que durante décadas rivalizou com a Foz, como destino de eleição da elite portuense – o responsável destaca que esta é “uma zona completamente consolidada, magnífica”, junto à conhecida Alameda das Antas, “com muito verde, com boas áreas de serviços e bem servida de transportes”.

Projeto com uma área bruta de construção de 177 mil m2

O empreendimento Antas Atrium é constituído por seis lotes independentes, que se desenvolvem “num grande retângulo”, que vão ser construídos de forma faseado. As tipologias da primeira fase terão apartamentos que vão de T0 a T4, embora predominem os T1 e T2.

No total, e de acordo com as informações prestadas pelo promotor, o projeto terá uma área bruta de construção de 177 mil m2, das quais 122 mil m2 são acimo do solo e 55 mil m2 abaixo do solo. A área está repartida por 121 mil m2 destinados ao residencial, 1700 m2 a comércio e 3 mil m2 a equipamentos. E tem previstos 1800 estacionamentos.

“Tínhamos, desde o principio, uma clara noção de que este projeto se insere dentro do Plano de Pormenor das Antas e na primeira conversa que tivemos com o vereador do Urbanismo [Pedro Baganha, também orador do painel], fomos informados de forma cordial que não se pode mexer no PPA”, diz Carlos Vasconcelos. Acrescenta, “disseram-nos: a flexibilidade para mexer é zero. Portanto sigam as regras e tem o nosso apoio. Assim fizemos”.

OODA assume projeto de arquitetura

O projeto de arquitetura do empreendimento Antas Antrium está a cargo da OODA, gabinete que - em conjunto com o arquiteto japonês Kengo Kuma - desenvolve o projeto do Matadouro, que está a nascer do outro lado da VCI (Via de Cintura Interna).

"Nós lançamos o desafio ao nosso parceiro de arquitetos, a OODA, de “transformar um projeto grande, num grande projeto”, destaca Carlos Vasconcelos, frisando que tem havido imenso cuidado “no detalhe, na parte plástica, no design, nas funcionalidades”.

Um dos desafios lançados aos arquitetos, conta ainda, foi o de desenhar apartamentos “mais compactos do que é normal”. Isto, porque, diz, “no interior dos apartamentos, os corredores e as áreas perdidas, correspondem a metros quadrados e o preço é um X por m2”, revelando que “o que estamos a conseguir – e podemos ver como numa lógica de barco – é projetar uma habitação que será, em termos médios, de menos 10 a 20%, de áreas perdidas”.

Quântico/Albatross
Quântico/Albatross

Isto quer dizer, continua o responsável, “que o mesmo apartamento que teria 120 m2 na forma convencional, neste caso vai ser de 100 m2, tendo exatamente as mesmas funcionalidades”. Ou seja, foi desenhado para não ter desperdícios, mas pelo contrário para o aproveitamento de áreas, pelo que permitirá “um valor a pagar, pelo mesmo apartamento, entre 10 a 20% mais barato”, argumenta.

Carlos Vasconcelos diz ter “a noção de que há uma falta de habitação, a preços aceitáveis, para as famílias”, por isso, os preços que vão ser praticados no Antas Atrium “não são especulativos e estão de acordo com as bolsas das classes média e média alta”.

Área verde ocupa o interior do quarteirão

O empreendimento residencial, que se desenvolve predominantemente junto à Alameda das Antas, terá apartamentos que vão ser dotados de “grandes varandas e espaços virados para o exterior”, adianta o responsável.

Quântico/Albatross
Quântico/Albatross

O interior deste quarteirão é constituído por uma zona verde. “Nós chamámos-lhe o Bosque”, diz. Trata-se de “uma enorme zona verde que liga todo o interior, numa área de 15.500 m2”.

Na opinião de Carlos Vasconcelos, o empreendimento foi dotado de um conjunto de ‘amenities’ que, no seu entender, não são vulgares neste tipo de empreendimentos.

“É o caso de um parque infantil, um ‘office space’, lavandaria, ginásio, piscina interior e até uma horta ecológica”, revela, garantido que, desde a primeira fase, os condóminos vão poder usufruir destes equipamentos e não terão de ficar à espera do final da construção da última fase para a sua concretização.