Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Moratórias: Portal da Queixa recebeu mais de 200 reclamações

Santander, Caixa Geral de Depósitos e Millennium BCP são as entidades bancárias com o maior volume de queixas.

Foto de Alex Green no Pexels
Foto de Alex Green no Pexels
Autor: Redação

A maioria das moratórias dos créditos bancários terminou no final de setembro. Ao longo dos 18 meses em que vigorou esta medida inédita, criada para combater os efeitos da pandemia, chegaram ao Portal da Queixa mais de 200 reclamações relacionadas com o tema. Santander, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp são as entidades bancárias com o maior volume de queixas.

Entre o dia 27 de março de 2020 e o dia 30 de setembro de 2021, os consumidores - entre eles particulares e empresas -, registaram no Portal da Queixa 215 reclamações relacionadas com as moratórias. A maioria das queixas chegou em 2020 (176) e, já este ano, foram registadas 39.

De acordo com a análise do Portal da Queixa, ao longo dos 18 meses em que a medida vigorou, as entidades bancárias com maior volume de reclamações recebido foram: Santander (62); Caixa Geral de Depósitos (60); Millennium BCP (33); ActivoBank (19); BPI (16); Novo Banco (11); Banco Primus (4); Montepio (3); Banco de Portugal (2); Bankinter (2); Caixa de Crédito Agrícola (2); Banco CTT (1).

“O decreto-lei do Governo, publicado em agosto, refere que os bancos devem ser diligentes na sinalização de clientes em dificuldades e devem apresentar melhorias das condições contratuais nos créditos de clientes que beneficiaram das moratórias públicas, facilitando o seu pagamento. Nos casos em que fossem previsíveis dificuldades, os bancos tinham até meio de setembro, para apresentar-lhes propostas de solução. Porém, são muitos os consumidores que dizem não ter recebido qualquer contacto ou proposta por parte da instituição bancária e outros queixam-se da falta de informação ou então ausência de resposta”, escreve o Portal, em comunicado.

No passado dia 1 de outubro, recorde-se, milhares de famílias e empresas tiveram de retomar o pagamento das prestações dos empréstimos, designadamente créditos habitação, com muitas famílias a enfrentarem dificuldades para honrar esse compromisso.