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Comprar segunda casa: quais são os destinos preferidos dos investidores?

A pandemia gerou uma “onda” de procura por segunda habitação e a tendência parece ter vindo para ficar, segundo um estudo da consultora Knight Frank.

Destinos preferidos para comprar segunda casa
Photo by Dan Freeman on Unsplash
Autor: Redação

Com o aumento do teletrabalho na pandemia, as segundas casas ou “co-primárias” tornaram-se soluções viáveis para compradores que estão à procura de um maior equilíbrio entre a vida/trabalho, de acordo com o mais recente relatório 'Global Buyer Survey 2021' da Knight Frank. Segundo a consultora, a crise sanitária gerou uma “onda” de procura por segundas residências e a tendência parece ter vindo para ficar. Mas, afinal, quais são os destinos preferidos pelos investidores?

O Top 5 de países favoritos é liderado pelo Reino Unido - o destino com o maior número de inquiridos a considerar comprar uma segunda casa. Em segundo lugar, a Austrália, e a fechar o pódio aparecem os EUA. Já a quarta posição é ocupada por Espanha, e em quinto lugar está Itália. Ainda assim, segundo as conclusões da consultora imobiliária internacional, para os compradores europeus, do Médio Oriente e da América do Norte, a França ocupa uma posição importante.

Knight Frank
Knight Frank

De acordo com os autores do estudo, cerca de 33% dos inquiridos admite a possibilidade de comprar uma segunda casa, impulsionados pela Covid-19, face aos 26% registados no ano passado. Para alguns, a capacidade de trabalhar remotamente, juntamente com incentivos, como vistos para nómadas digitais e o desejo de viajar após o período de confinamento, estimulou a procura por uma casa além-fronteiras.

Até o momento, as compras de segunda habitação têm sido impulsionadas por compradores domésticos devido a rígidas restrições de viagens, mas a Knight Frank espera uma segunda “onda” à medida que as regras começarem a aliviar, “uma tendência já evidente neste verão em todo o sul da Europa”. Daqueles que procuram uma segunda casa, 23% dizem que a pandemia teve influência no local onde querem comprar.

Cerca de 67% dos entrevistados confirmam também que a gestão da crise da Covid-19 pelos governos influenciaria a decisão de comprar uma segunda casa num mercado em detrimento de outro, um fator que, de resto, aparece refletido na lista de destinos preferidos - países com programas avançados de vacinação e medidas de combate à pandemia.