Banco Central do Brasil aumenta taxa de juro para 12,25 % ao ano

Indústria brasileira critica decisão do regulador, dizendo que esta subida “custa caro para a economia e para a população".
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Lusa
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O Banco Central (BC) do Brasil aprovou, esta quinta-feira (dia 12 de dezembro) o aumento da taxa básica de juros do país em um ponto percentual, para 12,25% ao ano. Diante de um cenário inflacionário “mais adverso”, o BC espera aumentos das taxas de juro da mesma magnitude nas próximas duas reuniões, a serem realizadas em janeiro e março do próximo ano, o que deixaria a taxa em 14,25%.

A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um aumento de 0,75 pontos percentuais, de acordo com as previsões das agências especializadas.

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Esta é a terceira subida consecutiva da taxa de juro aprovada pelo Banco Central: em setembro a taxa subiu 0,25 pontos e em novembro mais 0,5 pontos.

A instituição explicou em comunicado que os desafios no ambiente externo, principalmente a atual situação económica dos Estados Unidos, exigem “cautela” por parte dos países emergentes.

Destacou também o cenário interno e o “dinamismo dos indicadores de atividade económica e do mercado de trabalho, bem como a inflação, hoje em 4,87% em termos homólogos, acima do teto da meta para este ano (4,50%).

Sublinhou ainda que “a perceção dos agentes económicos em relação ao recente anúncio” do ajuste fiscal proposto pelo Governo brasileiro, em que, além de um pacote de cortes, promoveu uma isenção de impostos para os baixos rendimentos, “afetou significativamente as expectativas”.

Esta semana, soube-se que a inflação homóloga no Brasil subiu para 4,87% em novembro, o que está acima do objetivo da instituição, de 3%, com uma margem de 1,5 pontos.

Indústria brasileira critica decisão do banco central de aumentar taxa de juro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil qualificou como "incompreensível e totalmente injustificada" a decisão do banco central de aumentar a taxa básica de juros num ponto percentual, para 12,25% ao ano.

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A CNI defendeu que o aumento da taxa “custa caro para a economia e para a população, pois significa menos investimentos e, consequentemente, menos emprego e renda”, de acordo com comunicado divulgado na quarta-feira.

A organização salientou que a medida do Banco Central do Brasil (BCB) é “um remédio exagerado para controlar a inflação, com efeitos indesejados sobre a economia” e pediu uma revisão urgente.

O BCB justificou o aumento diante de um cenário inflacionário “mais adverso”, com a subida dos preços no consumidor em 4,87% em termos homólogos, acima da meta fixada para este ano (3%) pela instituição.

No entanto, a CNI sublinhou que a inflação desacelerou em novembro face ao mês anterior.

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