Indicador voltou a agravar-se em 2024, ano em que as rendas aumentaram 7% em Portugal, revela o Eurostat.
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Portugal é atualmente o quinto país da União Europeia (UE) com maior percentagem de inquilinos em situação de sobrecarga financeira. Em 2024, mais de 30% das famílias portuguesas que arrendam casa destinavam mais de 40% do seu rendimento disponível ao pagamento da habitação, incluindo renda e outras despesas associadas.

Este indicador voltou a agravar-se em 2024, ano em que as rendas aumentaram 7% no país, num contexto em que os salários cresceram a um ritmo mais lento, segundo dados divulgados pelo Eurostat, citados pelo jornal Público.

Este desequilíbrio acentuou o esforço financeiro das famílias, que já vinha a aumentar desde 2020, após o alívio temporário durante a pandemia. Nesse ano, o indicador tinha descido para 19,7% devido à queda das rendas provocada pela reconversão de alojamentos locais em arrendamento habitacional.

Além disso, o número de inquilinos que comprometem mais de 75% do seu rendimento com despesas de habitação subiu para 7,7% em 2024 — o valor mais elevado desde 2015, ano em que se situava nos 9,8%.

A nível europeu, Portugal surge atrás da Chéquia, Estónia, Hungria e Países Baixos. A Grécia, historicamente com os níveis mais altos de sobrecarga financeira na habitação, ainda não tem dados disponíveis para 2024, mas deverá ultrapassar também Portugal.

O agravamento registado em Portugal surge num contexto em que, segundo o Eurostat, as rendas aumentaram 3,1% na média da União Europeia e 2,9% na zona euro. O maior aumento foi registado na Hungria (mais de 12%), enquanto a Estónia foi o único país a apresentar uma descida.

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