Em entrevista, os arquitetos da nova marca de construção industrializada do dstgroup dizem que industrialização liberta habitação.
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Construção industrializada de casas
Maria Luísa Barbosa e Luís Reis, arquitetos na ZETHAUS Créditos: ZETHAUS | dstgroup

Portugal está, hoje, mergulhado numa crise de acesso à habitação. Os altos impostos, atrasos nos licenciamentos e falta de mão de obra são alguns dos fatores que travam a construção de casas ao ritmo necessário para responder à elevada procura. E não há uma única solução para este problema, que o Governo quer ajudar a resolver com o seu ambicioso pacote fiscal. “A industrialização é parte incontornável da solução para a crise habitacional”, acreditam Luís Reis e Maria Luísa Barbosa, arquitetos na ZETHAUS, a nova marca do dstgroup dedicada à construção industrializada. E explicam porquê em entrevista ao idealista/news.

No contexto nacional, "a construção industrializada é inegavelmente uma ferramenta crucial para reduzir o défice habitacional de forma eficiente e sustentável, pela capacidade de permitir, em menos tempo, produzir mais casas, garantindo níveis de qualidade construtiva", explicam os arquitetos. E apontam ainda outras vantagens da industrialização da habitação, como a produção em escala, previsibilidade de custos, menores prazos e redução do desperdício, promovendo obras mais limpas e sustentáveis.

“A industrialização pode ser um meio de libertação (…) para uma arquitetura mais justa, bela e ao alcance de todos”

Foi neste contexto que o grupo dst, sediado em Braga, decidiu lançar a sua nova marca ZETHAUS 100% dedicada à construção industrializada, não só de casas, mas também de residências para estudantes e seniores, hotelaria, escritórios e até soluções para espaços públicos. “A industrialização pode ser um meio de libertação (…) para uma arquitetura mais justa, bela e ao alcance de todos”, acreditam Luís Reis e Maria Luísa Barbosa, destacando que há, hoje, “uma abertura crescente” por parte de entidades públicas por este tipo de soluções, muito impulsionada pela “urgência da crise habitacional”.  Aliás, a ZETHAUS já venceu o seu primeiro concurso para uma residência de estudantes.

A construção industrializada de casas – e de outros tipos de imóveis – está, assim, a dar passos importantes em Portugal. Mas ainda persistirem “entraves estruturais”, como a “morosidade dos processos de licenciamento e a ausência de incentivos claros que estimulem a migração para modelos industrializados”, apontam. É por isso que, nesta entrevista ao idealista/news, os arquitetos na ZETHAUS alertam que é preciso dar “passos decisivos” para que a construção industrializada evolua em Portugal, como “a harmonização fiscal, a criação de um quadro legislativo dedicado ao 'off-site', a valorização das certificações, a adaptação dos processos de licenciamento e a modernização das regras de financiamento”. 

Casas pré-fabricadas
Módulo de residência de estudantes desenhada por Norman Foster Créditos: ZETHAUS | dstgroup

Como avaliam a evolução da construção industrializada em Portugal e na Europa nos últimos anos? Há entraves ao seu crescimento? Se sim, quais?

A evolução da construção industrializada em Portugal e na Europa tem sido marcada por avanços significativos, mas ainda insuficientes face aos desafios que enfrentamos. A pressão demográfica, a urgência da transição energética e a crise habitacional expuseram as fragilidades do modelo tradicional, demasiado lento, sujeito a imponderáveis e incapaz de oferecer a previsibilidade que a sociedade contemporânea exige. 

Apesar do aumento da atenção política e mediática, persistem entraves estruturais: a morosidade dos processos de licenciamento e a ausência de incentivos claros que estimulem a migração para modelos industrializados. Para que possamos dar o salto necessário, será fundamental assumir a industrialização como desígnio estratégico e não apenas como tendência tecnológica.

O que traz de novo a marca ZETHAUS? Quando foi lançada em Portugal?

A ZETHAUS traz uma visão profundamente transformadora da construção. Uma nova forma de construir, através de um processo industrial, sustentável e inteligente, que combina design flexível e inclusivo com tecnologia de ponta e excelência operacional. Não pretendemos apenas melhorar o modo como se constrói, mas inaugurar um capítulo, onde a arquitetura, a tecnologia e a indústria se reúnem numa síntese coerente e humanista. A marca nasce de um compromisso claro: oferecer soluções inclusivas, sustentáveis e de elevado desempenho que libertem as cidades do ciclo interminável de estaleiros e devolvam à sociedade um ‘habitat’ mais justo, eficiente e belo. Pretendemos melhorar a vida das pessoas 100% comprometidos com o futuro do planeta. 

Lançada em Portugal no contexto das agendas mobilizadoras do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], a ZETHAUS propõe-se concretizar hoje aquilo que Le Corbusier vislumbrou há um século: uma construção industrial que não sacrifica identidade nem qualidade estética, mas antes as democratiza. Acreditamos que a industrialização pode ser um meio de libertação — um alfabeto novo para uma arquitetura mais justa, bela e ao alcance de todos.

"A arquitetura é a alma da construção industrializada. A parceria com Norman Foster e com a equipa de engenharia internacional da ARUP foi, por isso, decisiva"

Fale-nos do papel da arquitetura na construção industrializada e da importância da parceria com o arquiteto inglês Norman Foster.

A arquitetura é a alma da construção industrializada. A parceria com Norman Foster e com a equipa de engenharia internacional da ARUP foi, por isso, decisiva. Desafiámo-los a conceber um sistema industrial capaz de transformar a forma como construímos, introduzindo rigor, clareza e uma lógica modular que permite estender a qualidade a todos. O sistema resultante combina módulos tridimensionais totalmente acabados em fábrica com componentes bidimensionais que garantem flexibilidade e personalização. Esta parceria reforça uma convicção central da ZETHAUS: a inovação tecnológica só faz sentido quando acompanhada de uma visão cultural e social. 

Falamos, por isso, numa revolução construída. Procuramos reinventar a forma de construir edifícios oferecendo ao mundo um alfabeto que possibilita várias linguagens arquitetónicas e que redefine os limites entre funcionalidade, sustentabilidade e estética.

Falta de casas em Portugal
Residência de estudantes Créditos: ZETHAUS | dstgroup

Por que motivo o dstgroup decidiu estrear a marca ZETHAUS no palco internacional em Itália (na Trienal de Milão e na Faculdade de Arquitetura de Veneza)? Como foi recebida pela comunidade?

A estreia internacional da ZETHAUS em Itália surgiu de forma natural e por convite de Norman Foster, que considerou que a ZETHAUS, e o seu propósito, tinham de integrar a agenda oficial da Trienal de Milão, dedicada este ano ao tema ‘Inequalities’. Assim, o nosso projeto do Living Lab com o sistema ZETHAUS, integrou a exposição sob o título “Futuros Acessíveis”. E esteve em diálogo com os três outros projetos, de carácter social, selecionados e em curso na Fundação Norman Foster: 

  • “Comunidades Informais”, Odisha, Índia;
  • “Comunidades deslocadas”, projeto de investigação;
  • Reconstrução pós-conflito, Materplan Kharkiv, Ucrânia. 

Para o efeito, Norman Foster escolheu apresentar precisamente três módulos ZETHAUS produzidos inteiramente em fábrica: um módulo de quarto de residência de estudantes e dois módulos que, na sua combinação, perfazem um quarto de residência sénior ou de aparthotel. 

No passado mês de novembro, organizamos, e ainda no âmbito da Trienal de Milão e também da Bienal de Veneza, o Simpósio denominado IN«SHAPPING»IN de reflexão arquitetónica e técnica sobre a construção industrializada, onde reunimos vários pensamentos multidisciplinares: arquitetos, académicos, artistas plásticos, sociólogos, designers, curadores de arte, gestores de operação hoteleira e músicos, aberto a um público heterogéneo. 

A receção foi extremamente positiva. O que mais surpreendeu a comunidade internacional não foi apenas a qualidade técnica e construtiva das soluções modulares industrializadas, mas a capacidade de articular visão social, rigor industrial e ambição estética num único sistema, alinhado com os princípios do Novo Bauhaus Europeu. 

"O ZETHAUS é um sistema construtivo capaz de responder a diferentes programas funcionais: habitação, residências de estudantes, residências seniores, hotelaria, espaços multiusos, escritórios e soluções construtivas para espaço público"

Quais são as principais vantagens das casas da ZETHAUS face à construção tradicional? Qual a diferença de preços e o tempo médio de construção?

Importante salientar que o ZETHAUS, é um sistema construtivo, capacitado para responder a diferentes programas funcionais: habitação, residências de estudantes, residências seniores, hotelaria, espaços multiusos, escritórios e soluções construtivas para espaço público. Todas as nossas soluções apresentam vantagens que começam na previsibilidade e terminam na qualidade.

Ao deslocar para a fábrica grande parte do trabalho que tradicionalmente ocorre em obra, reduzimos drasticamente os riscos associados a atrasos, intempéries, escassez de mão de obra e erros de execução. Esta abordagem permite desenhar processos imunes a imponderáveis, elevar a qualidade de fabrico, aumentar a segurança dos trabalhadores e garantir um eficiente controlo de custos. Garantimos reduções de tempo de obra entre 20% e 60% face aos métodos tradicionais. O preço varia e depende da tipologia, da complexidade da solução construtiva e dos acabamentos. Estando a grande vantagem no valor acrescentado: eliminam-se desperdícios, reduzem-se falhas e oferece-se ao cliente uma solução com qualidade constante. O objetivo é construir melhor e com uma eficiência que o modelo tradicional já não consegue assegurar.

"A industrialização torna o processo mais limpo, mais previsível e mais responsável perante o planeta, alinhando-se com as metas ambientais europeias"

Em que medida estas soluções habitacionais contribuem para a sustentabilidade (na construção e na utilização)? Quais são os principais materiais utilizados?

Através da fusão entre a industrialização consciente e a expressão criativa. A nossa metodologia construtiva integra o rigor técnico com a sensibilidade estética, harmonizando design flexível e inclusivo, dfMa ('design for manufacturing'), tecnologia, digitalização e excelência operacional em cada etapa do processo industrial.  Assim, a produção em fábrica permite uma gestão extremamente rigorosa dos materiais, reduzindo desperdícios e assegurando uma rastreabilidade total. A logística é otimizada, o consumo energético é menor e a pegada ambiental significativamente reduzida. A eficiência térmica dos edifícios implica menores custos de operação e maior conforto habitacional. 

Utilizamos, sobretudo, aço, madeira e betão, combinando-os de forma a respeitar a natureza de cada projeto e tirando partido das suas propriedades estruturais, térmicas e estéticas. A industrialização torna o processo mais limpo, mais previsível e mais responsável perante o planeta, alinhando-se com as metas ambientais europeias. Cada decisão, cada peça, cada módulo, cada solução construtiva e cada espaço que concebemos expressa o nosso compromisso firme com um futuro onde habitar é existir.

Construção de casas em fábrica
Créditos: ZETHAUS | dstgroup

Há limitações na arquitetura e construção dos edifícios por se tratar de produção em fábrica?

A produção em fábrica não limita a criatividade arquitetónica. A produção em fábrica e as lógicas de modularidade oferecem estabilidade, precisão e repetibilidade. Estas características associadas à capacidade flexível e híbrida que o nosso sistema possuí, permite a construção de edifícios através de três métodos construtivos: 

  • elementos volumétricos 100% 3D;
  • elementos 2D ('kit of parts');
  • e a combinação dos dois, dos elementos 3D e 2D. 

Com esta flexibilidade garantimos a adaptação a diferentes geometrias e configurações, tipologias funcionais e linguagens formais. Há constrangimentos naturais — sobretudo logísticos, relacionados com transporte e dimensões máximas —, mas estes não condicionam a expressão final do edifício.

A quem se destinam as casas fabricadas pela ZETHAUS? Já têm encomendas? 

As soluções da ZETHAUS destinam-se tanto a entidades públicas como privadas, abrangendo habitação, hotelaria, saúde, educação e residências especializadas. O nosso objetivo é produzir em escala. Só assim a industrialização pode cumprir o seu potencial de democratização do acesso à qualidade e reduzir custos globais. 

Estamos, atualmente, a desenvolver e a construir o Living Lab — um laboratório à escala real - situado no campus do dstgroup, onde testamos soluções construtivas industrializadas. Em paralelo, temos em curso a elaboração de propostas para vários concursos públicos e privados, tendo já vencido o primeiro concurso para uma residência de estudantes, que ficará concluída nos próximos seis meses. 

"Em poucas horas, módulos 3D totalmente acabados 'off-site' transformam-se na estrutura final de um edifício"

Como funciona o transporte e instalação dos edifícios fabricados nos terrenos?

O processo assenta numa coordenação precisa entre fábrica, logística e obra. Os módulos são produzidos até ao mais ínfimo detalhe — acabamentos, instalações técnicas, revestimentos — e transportados em condições controladas até ao terreno. Enquanto em fábrica decorre a produção dos elementos construtivos (3D e/ou 2D) em obra decorrem os trabalhos de preparação do terreno, sejam escavações, fundações, execução de caves e execução dos elementos de suporte que receberam as peças industrializadas. Chegadas peças à obra, a montagem é rápida, limpa e coordenada. Em poucas horas, módulos 3D totalmente acabados 'off-site' transformam-se na estrutura final de um edifício. Este método construtivo reduz ruído, resíduos, tempo de estaleiro e perturbação urbana, permitindo que as cidades se libertem de processos morosos e intrusivos.

Casas modulares
Créditos: ZETHAUS | dstgroup

Como é que as questões fiscais e possíveis mudanças legislativas (redução do IVA, licenciamentos) podem impactar os vossos projetos?

O impacto é substancial e transversal a todo o setor. A redução do IVA ou a criação de regimes específicos para sistemas industrializados, alinhados com o seu método de produção mais eficiente e controlado, pode acelerar de forma determinante a adoção de novos modelos construtivos. Regimes equiparados aos já existentes noutros setores industriais — que reconheçam a produção em fábrica, a rastreabilidade e o controlo de qualidade — tornariam estes sistemas mais competitivos e acessíveis.

Além da vertente fiscal, mudanças legislativas no domínio do licenciamento são essenciais. Os atuais procedimentos estão desenhados para a construção convencional e não enquadram as especificidades da construção industrializada. A criação de um enquadramento próprio para a construção 'off-site', que reconheça a certificação das soluções e metodologias construtivas, desempenha aqui um papel determinante. É crucial a existência de normas técnicas claras, certificações de produto, métodos construtivos e de processo, bem como sistemas de avaliação de conformidade reconhecidos a nível nacional e europeu. Isto não só facilita o processo de licenciamento — reduzindo dúvidas técnicas e interpretativas — como também aumenta a confiança dos clientes, das entidades públicas e do sector financeiro. Uma estrutura legislativa que reconheça plenamente estas certificações pode evitar inspeções redundantes, acelerar aprovações e assegurar que a qualidade industrial é integrada de forma direta nos requisitos regulamentares. Focando as análises num nível de enquadramento urbanístico e libertando o domínio técnico, previamente garantido.

Outra dimensão crucial diz respeito aos instrumentos de financiamento e crédito, nomeadamente a legislação que regula juros, garantias e seguros. A construção industrializada beneficia fortemente de modelos de pagamento faseados e seguros ajustados a um processo, onde grande parte da obra ocorre em ambiente industrial. Linhas de crédito específicas ou mecanismos de garantia adaptados ao risco reduzido da construção em fábrica contribuiria para desbloquear investimentos e reforçar a confiança das entidades financiadoras.

Portanto, a harmonização fiscal, a criação de um quadro legislativo dedicado ao 'off-site', a valorização das certificações, a adaptação dos processos de licenciamento e a modernização das regras de financiamento são passos decisivos para permitir que a construção industrializada evolua em Portugal, e além-fronteiras, com a eficiência, a segurança e a escala que o mercado exige.

"Temos sentido uma abertura crescente, impulsionada pela urgência da crise habitacional e pela necessidade de regeneração urbana rápida e sustentável"

A abertura das entidades públicas e institucionais tem sido positiva? Já têm projetos concretos?

Temos sentido uma abertura crescente, impulsionada pela urgência da crise habitacional e pela necessidade de regeneração urbana rápida e sustentável. Muitas entidades públicas começam a reconhecer que os métodos tradicionais já não respondem ao ritmo das necessidades. Estamos envolvidos em vários processos, nomeadamente concursos para residências de estudantes, equipamentos sociais e projetos habitacionais públicos. A vitória no primeiro concurso confirma que o mercado está pronto para soluções industrializadas que aliam qualidade arquitetónica, sustentabilidade e rapidez.

Arquitetura de casas pré-fabricadas
Créditos: ZETHAUS | dstgroup

Em que medida as casas desenvolvidas 100% em fábrica pela ZETHAUS podem contribuir para resolver a crise da habitação em Portugal e na Europa? É preciso mudar algo a nível legislativo?

A industrialização é parte incontornável da solução para a crise habitacional. Só um modelo industrial, baseado em produção contínua, certificada e em escala, pode garantir custos previsíveis, prazos fiéis e qualidade constante. Com base nos dados do INE [Instituto Nacional de Estatística], no curto e médio prazo, Portugal precisaria de construir pelo menos cerca de 150.000 a 200.000 casas adicionais, para colmatar as carências identificadas e acomodar a pressão atual do mercado. Os registos sobre a construção nova recente está longe de compensar o défice. Em 2024, por exemplo, foram concluídos cerca de 28.494 fogos em todo o país. Manifestamente aquém da necessidade. 

Face a estes números, em contexto nacional, e ainda mais intensificados em contexto europeu, a construção industrializada é inegavelmente uma ferramenta crucial para reduzir o défice habitacional de forma eficiente e sustentável, pela capacidade de permitir, em menos tempo, produzir mais casas e garantindo níveis de qualidade construtiva. Sem esta mudança, continuaremos presos a um paradigma que já não responde aos desafios contemporâneos.

"A industrialização é o caminho para democratizar a excelência arquitetónica e oferecer soluções inclusivas que respondam às desigualdades sociais e territoriais"

“Mais do que um sistema construtivo, a ZETHAUS simboliza uma viragem estratégica no sector da construção em Portugal e na Europa”. Como? E porquê?

A ZETHAUS representa uma viragem estratégica, porque introduz não apenas um novo sistema construtivo, mas também um novo modo de pensar e de fazer arquitetura. Trata-se de um ecossistema onde tecnologia, design, digitalização, indústria e responsabilidade ambiental se articulam numa lógica de futuro.

Defendemos uma re-evolução industrial que devolva rigor, previsibilidade e beleza ao ato de construir, permitindo produzir em fábrica grande parte da construção, garantir custos certos, reduzir imponderáveis e elevar a qualidade com menos esforço humano. Ao mesmo tempo, valorizamos o trabalho: proporcionamos melhores condições em ambiente controlado, com segurança, eficiência e conforto, criando um espaço onde a participação feminina é incentivada e integrada, quebrando estereótipos de género comuns na obra tradicional.

Acreditamos que a industrialização é o caminho para democratizar a excelência arquitetónica e oferecer soluções inclusivas que respondam às desigualdades sociais e territoriais. A ZETHAUS nasce desse ideal: de que o futuro da construção exige não apenas eficiência, mas também poesia; não apenas abrigo, mas dignidade; e não apenas trabalho, mas valorização e inclusão de todos os que constroem o nosso futuro.

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