Câmara da Guarda compra imóvel para criar Museu do Bombeiro

Edifício no centro histórico foi adquirido por 340 mil euros para acolher espólio das três corporações do concelho.
Bombeiros da Guarda
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Lusa
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A Câmara da Guarda quer criar um museu dedicado aos bombeiros voluntários num edifício que vai adquirir no centro histórico da cidade, por 340 mil euros. A proposta de compra do imóvel situado na Rua 31 de Janeiro foi aprovada, por unanimidade, no final do ano.

O futuro espaço museológico vai acolher não só o espólio das três corporações do concelho da Guarda (Egitanienses, Gonçalo e Famalicão da Serra), mas também da Federação Distrital de Bombeiros e de particulares que possam ter “algum material que queiram expor”.

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“Queremos que seja um ponto de atração ao centro histórico. Tudo o que possamos trazer para esta zona, nós vamos fazê-lo, sejam pessoas, serviços, equipamentos de visitação na área da cultura ou do turismo”, afirmou aos jornalistas, no final da reunião, o presidente da Câmara, Sérgio Costa.

O autarca realçou que a zona histórica da Guarda tem de “voltar a ser repovoada” e que a instalação de equipamentos é “uma das formas” de alcançar esse objetivo.

A criação do Museu do Bombeiro tinha sido assumida por Sérgio Costa, em agosto deste ano, no arranque das comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses.

“Adquirir o imóvel é o primeiro passo, segue-se a preparação de um plano funcional e do projeto, para que depois possa ser candidatado a fundos de apoio e possamos ter, nos próximos anos, o Museu do Bombeiro”, disse o presidente do município guardense.

João Prata, vereador da coligação PSD/CDS/IL, não se opôs à compra do imóvel, dada a finalidade do negócio e por considerar que poderá ser um “elemento que valoriza a zona histórica”.

Sugeriu, no entanto, que no futuro Museu do Bombeiro haja um espaço para evocar Manuel Madeira Grilo, “uma referência da cidade a que importa deixar um testemunho neste museu, como exemplo para as novas gerações, sendo também uma forma de agradecer o seu esforço na área dos bombeiros, do associativismo, do futebol e do ensino”.

António Monteirinho, vereador do PS, também concordou com a compra do espaço necessário ao Museu do Bombeiro, mas não sem antes propor que o equipamento fosse construído junto ao atual quartel dos bombeiros da Guarda.

“Parece-me que um museu poderá não ter a atratividade suficiente para ocupar aquele espaço numa área nobre da cidade”, alegou, considerando que a zona do quartel – fora da área urbana – seria “mais indicada por uma questão de logística e de proximidade” com os soldados da paz guardenses.

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