Mais de metade das casas construídas antes de 1960 continua sem qualquer renovação para melhorar a eficiência energética, apesar dos habitantes reconhecerem essa necessidade. Custo inerente à realização de obras é o principal entrave, segundo os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Os resultados indicam que mais de metade dos agregados familiares residentes em alojamentos construídos antes de 1960 (54,7%) referiram não ter havido qualquer renovação visando mais eficiência energética apesar de ser necessária. Em contrapartida, mais de um quinto das famílias residentes em alojamentos construídos após 2015 (21,6%) beneficiaram de pelo menos dois tipos de medidas de renovação (isolamento térmico, sistema elétrico, equipamento de aquecimento, equipamento de arrefecimento ou outra)”, lê-se na nota do INE.
O custo financeiro é o motivo mais apontado pelas famílias para a não realização de renovações necessárias nos alojamentos, em particular para as que vivem em risco de pobreza: 90,1%, o que compara com 77,9% para a população que vive acima do limiar de pobreza (8.679 euros).
O estudo mostra que a população em risco de pobreza revelou ter sido mais afetada por danos causados à habitação por causas ambientais/meteorológicas: 7,5% (6,9% para as pessoas que vivem acima do limiar de pobreza). Os danos desta natureza afetaram mais os residentes em áreas urbanas (7,7% nas áreas predominantemente urbanas e 6,6% nas áreas mediamente urbanas) em comparação com as áreas rurais (6,0%).
Famílias com crianças e em risco de pobreza vivem com piores condições
Os resultados relativos a 2025 confirmam que as condições habitacionais, tanto físicas como financeiras, dos agregados familiares com crianças dependentes são mais desfavoráveis do que para as restantes famílias.
“Esta conclusão é mais evidente nos indicadores associados às condições físicas da habitação: as taxas de sobrelotação e de privação habitacional severa nas famílias com crianças eram cerca de quatro vezes superiores às dos agregados sem crianças”, sublinha o instituto.
“A condição de pobreza também se revela diferenciadora das condições habitacionais. Em particular, a taxa de sobrecarga das despesas em habitação da população em risco de pobreza era mais de oito vezes a taxa observada na restante população: 24,4% e 2,9%, respetivamente”, lê-se ainda.
Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.
Segue o idealista/news no canal de Whatsapp
Whatsapp idealista/news Portugal







Para poder comentar deves entrar na tua conta