A venda de casas em Portugal atingiu um novo máximo histórico em 2025. E esta dinâmica é explicada pela maior aquisição por parte de famílias portuguesas, que dominaram as transações (72,5% do total). Mas não só. Os agregados familiares estrangeiros – em especial, os imigrados no país – também ajudaram a alavancar o setor, protagonizando cerca de 41 mil operações, mais 6,6% face a 2024. Foram mesmo as famílias oriundas do Brasil, Angola e França que compraram mais casas no país. E os agregados do Reino Unido e dos EUA foram os que adquiriram casas mais caras.
Desde logo, importa frisar que as famílias foram responsáveis por 148.632 compras de casas em Portugal em 2025 (mais 10,5% face a 2024), movimentando um total de 35,7 mil milhões de euros. Isto quer dizer que foram os agregados familiares os responsáveis por 87,5% do total de vendas realizadas no país, um peso 1,4 pontos percentuais (p.p.) superior face ao ano anterior “e o registo mais elevado desde 2019”, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre as famílias que vivem em Portugal (com residência fiscal no país), foram mesmo os portugueses que compraram o maior número de casas em 2025:
- Portugueses que vivem em Portugal: adquiriram 105.522 habitações, mais 12,6% face ao ano precedente;
- Estrangeiros que vivem em Portugal (imigrantes): compraram 34.838 alojamentos, um incremento de 11,4% relativamente a 2024.
Já a venda de casas a famílias que não vivem em Portugal – ou seja, têm residência fiscal fora do território nacional – caíram entre 2024 e 2025, tanto para estrangeiros como para portugueses emigrados:
- Estrangeiros que vivem fora de Portugal: adquiriram 6.248 casas, tratando-se de 75,5% do total adquirido por famílias fora do país, “a percentagem mais reduzida desde 2019, representando um decréscimo de 14,1% face a 2024”;
- Emigrantes portugueses: compraram 2.024 casas durante o ano passado, menos 11,1% face ao ano transato.
Quem são os estrangeiros que compram mais casas no país?
Tendo apenas em conta naturalidade dos compradores de habitações em Portugal – e não o seu domicílio fiscal -, o INE revela que, em 2025, os portugueses lideraram as transações. As famílias com naturalidade portuguesa protagonizaram a compra de 107.546 habitações (72,4% do total), mais 12% face ao ano anterior.
Já os estrangeiros – que vivem dentro e fora do país – adquiriram 41.086 habitações em 2025, mais 6,6% face ao ano anterior (um aumento explicado pela maior dinâmica de transações por parte de imigrantes, uma vez que as operações caíram por parte dos cidadãos internacionais que vivem fora do país).
Mas quem foram os estrangeiros que mais compraram casas em Portugal (sejam imigrantes ou não)? Em 2025, “a naturalidade que liderou em número de aquisições foi o Brasil, com 9.808 transações, um aumento de 27,5% relativamente a 2024. Do universo de aquisições de habitação pelos compradores com naturalidade diferente de Portugal, este país concentrou 23,9% do total”, detalha no boletim publicado esta segunda-feira, dia 23 de março.
Em segundo lugar destacou-se Angola, com 4.145 casas adquiridas (+2,2 face ao ano precedente). “A França ocupou o terceiro lugar, com 3.765 transações, representando um decréscimo de 6,2% face a 2024 e a redução mais expressiva em termos de peso relativo, -1,3 p.p., fixando-se em 9,2%”, revela o instituto. O Reino Unido e os EUA completam o top 5 com 2.100 e 1.738 transações. E no fundo desta lista está a China e Israel com 694 e 703 transações.
O INE destaca ainda no boletim que “a Ucrânia, Cabo Verde e a Venezuela enquanto países de naturalidade que, face a 2024, registaram crescimentos do número de transações superiores a 25%”.
A maioria dos estrangeiros compraram casas em Portugal por valores médios superiores aos próprios portugueses (215.824 euros) – as únicas exceções são Cabo Verde (203.657 euros), São Tomé e Príncipe (193.677 euros) e a Venezuela (215.507 euros).
Entre os estrangeiros que protagonizaram maior número de compra de casas no país, os preços médios mais elevados foram registados no Reino Unido e os EUA (512.585 euros e 479.403 euros, respetivamente), com valores mais de 120% acima do valor médio dos adquirentes com naturalidade portuguesa.
O Reino Unido e Alemanha foram as duas naturalidades que registaram os maiores aumentos dos preços médios das casas adquiridas face a 2024 (mais 6,3 p.p. para cerca de 512 mil euros e mais 4,1 p.p. para quase 377 mil euros, respetivamente). “Em sentido oposto, a Suíça (263.986 euros) e os Países Baixos (358.368 euros) apresentaram as maiores reduções, -23,1 p.p. e -21,7 p.p., pela mesma ordem”, lê-se ainda no boletim.
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