Quatro em cada 10 jovens entre os 18 e 35 anos acumulam empregos para conseguirem pagar as contas do mês devido ao aumento do custo de vida. Além das despesas fixas, a habitação é o encargo que mais pressiona os orçamentos das famílias.
Com um rendimento médio mensal de 1489 euros, insuficiente para fazer face às despesas, os jovens procuram conciliar atividades profissionais principais com um segundo emprego, revelam dados do estudo “Os Jovens e o Consumo” do Observador Cetelem, citados pelo Diário de Notícias.
Ter mais do que um trabalho para suportar o custo de vida é, portanto, uma realidade para 40% dos jovens desta faixa etária. E pagar a casa – seja própria ou arrendada – é um fator crítico que absorve uma grande fatia do rendimento.
Segundo a publicação, 37% dos jovens têm casa própria, dos quais 23% estão a pagar um empréstimo - já 26% vivem numa casa arrendada e 30% com familiares. Entre quem suporta uma prestação ao banco ou uma renda, quatro em cada 10 destinam entre 10% e 30% do rendimento mensal à habitação, enquanto quase um terço afeta entre 31% e 50% deste rendimento a este encargo.
Uma análise mais detalhada revela ainda que, entre os jovens que vivem em casa arrendada, 45% gastam mais de 30% do rendimento com a renda, uma percentagem ligeiramente superior à registada entre os proprietários com crédito habitação, dos quais 43% afetam mais de 30% do rendimento à prestação da casa.
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