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falha revisão do tratado de lisboa e avança acordo intergovernamental sem reino unido

nicolas sarkozy, presidente francês, durante a cimeira europeia em bruxelas
Autor: Redação

os líderes dos países da união europeia (ue) não chegaram a acordo, esta madrugada, para a revisão do tratado de lisboa, que estava destinada a incluir um novo “pacto orçamental”. segundo o jornal público, o fracasso foi provocado pelo primeiro-ministro britânico, david cameron, que condicionou o apoio à revisão do tratado à obtenção de algumas derrogações às regras europeias de regulação dos serviços financeiros, o que os outros países rejeitaram. desta forma, irão fazer parte de um novo tratado intergovernamental para reforçar o euro 23 países: os 17 membros do euro e outras seis nações que contam aderir à moeda única

de acordo com o público, o abandono da revisão do tratado foi conhecido às 5 horas da manhã, depois de nove horas de intensas negociações entre os líderes dos 27, numa cimeira que visa salvar o euro da desintegração e que prossegue esta sexta-feira em bruxelas

no final da reunião de trabalhos, o presidente francês, nicolas sarkozy, foi esclarecedor. “para aceitar uma reforma dos tratados a 27, cameron pediu – o que nós todos considerámos inaceitável – um protocolo no tratado para exonerar o reino unido de um certo número de regras sobre os serviços financeiros. não pudemos aceitar porque consideramos, pelo contrário, que uma parte dos problemas do mundo vem da desregulação dos serviços financeiros”, disse sarkozy, citado pelo público

assim sendo, o novo “pacto orçamental” será consagrado num tratado internacional a concluir até março entre os 17 membros do euro, aos quais se juntarão a título voluntário seis outros países que contam aderir à moeda única: polónia, letónia, lituânia, dinamarca, bulgária e roménia

nicolas sarkozy desmentiu a possibilidade de haver eventuais críticas relativamente à criação de uma europa a duas velocidades. “se há uma europa a duas velocidades é por causa da cláusula de isenção do reino unido, que o autoriza a ficar de fora do euro. não vamos pedir desculpa por fazermos tudo o que pudermos para salvar a nossa moeda”, referiu

o público adiantou que o novo “pacto orçamental” obrigará os subscritores a assumir nas respectivas constituições o objectivo do equilíbrio orçamental – medido por um défice estrutural limitado a 0,5% do pib – e de uma dívida inferior a 60% do pib, verificado pelo tribunal de justiça da eu