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Imobiliário da China, a "maior bolha da História" que está a deixar o mundo em alerta

Autor: Redação

A China protagoniza agora a "maior bolha da História" no setor imobiliário, com os preços das casas a continuar a disparar nas principais cidades do país. Esta é a convicção de Wang Jianlin, o homem mais rico da China. O imobiliário é um setor chave para a economia chinesa, a segunda maior do mundo e o principal motor da recuperação global, ainda que no último ano tenha crescido ao ritmo mais lento do último quarto de século.

Em entrevista à estação televisiva CNN, citada pela Lusa, Wang lembrou que os preços do imobiliário continuam a subir nas grandes cidades chinesas, mas que estão em queda nas restantes, onde várias habitações continuam por vender. 

No mesmo dia, o Banco da China, a quarta maior instituição financeira do país asiático, veio a público apelar ao Governo chinês para tomar medidas que travem o aumento da 'bolha' no setor imobiliário.

A instituição, que tem uma sucursal em Lisboa e é a mais utilizada para troca de divisas estrangeiras na China, advertiu para os riscos no setor imobiliário do país, cujos preços dispararam nos últimos meses, nas principais cidades.

O magnata chinês está, no entanto, bastante cético: "O Governo adoptou todo o tipo de medidas, mas nenhuma funcionou" e "eu não vejo uma solução viável para este problema", afirmou o fundador do grupo Wanda, que começou por se impor no setor imobiliário, mas que nos últimos anos passou a investir também no cinema e no turismo.

Economia chinesa enfrenta sérios riscos

Um relatório difundido este mês pelo Bank for International Settlements (BIS) mostra que, entre janeiro e março, se registou um desvio do rácio entre o crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) do país, que atingiu 30,1%, o nível mais alto de sempre e bem acima dos 10%, o patamar que "acarreta riscos para o sistema bancário".
 
A dívida da China tem aumentado à medida que Pequim tornou o crédito mais barato e acessível, num esforço para incentivar o crescimento económico, mas tal como escreve a agência de notícias, os analistas chineses e estrangeiros alertam que estes dois fatores juntos poderão resultar numa crise financeira.